Agricultura familiar é destaque na nova temporada do Agro de Primeira
Prioridade em 2026 é modernizar a agência para atender com mais eficiência e agilidade os produtores ligados à agricultura familiar.
Mato Grosso do Sul tem 80.000 propriedades rurais. Trinta e cinco mil delas, quase a metade de seus proprietários, vive da agricultura familiar. São produtores que estão em assentamentos, comunidades tradicionais como quilombolas, aldeias indígenas e na beira dos rios.
São também, empreendedores que, movidos pela curiosidade, iniciam novas culturas até então existentes apenas em outros estados.
Sem recursos para experimentar e, principalmente, sem poder correr o risco de errar, esses agricultores precisam de ajuda técnica gratuita.
É onde entra a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul). Estrutura pública que oferece:
- assistência técnica e extensão rural
- pesquisa agropecuária
- apoio à regularização fundiária
- incentivo à agroindustrialização
- ações voltadas à melhoria da renda, da produtividade e da qualidade de vida das famílias rurais
- apoio na comercialização dos produtos
O podcast Agro de Primeira inicia a segunda temporada com informações sobre o que 2026 reserva para a agricultura familiar no estado.
O diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento, e o diretor-executivo da agência, Leandro Tortosa, afirmam que a estrutura precisa se modernizar para atender a agricultura familiar com a agilidade que o setor demanda.
“Essa é a nossa prioridade para 2026”, afirma Nascimento.
Entre os recursos para alcançar esse objetivo, os dois falam sobre o lançamento de um aplicativo para facilitar o contato entre o órgão estadual e o produtor, um software para contabilizar as ações da agência e prestar contas à sociedade sobre os recursos gastos, além da volta de um programa que vai pagar o frete para o transporte de calcário para ajudar na agricultura familiar.
Eles também entendem ser necessário o apoio na criação de cooperativas, associações e consórcios de municípios.

“Mato Grosso do Sul está começando agora nessa linha que já é muito forte em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul. São pequenos produtores que se unem para fazer determinados produtos. Bento Gonçalves faz vinho. Maracaju, linguiça. Quando fazem isso e conseguem fazer planejamento de ecoturismo, enoturismo ou turismo de aventura, conseguem, dentro do seu nicho de agricultura familiar, se sair muito bem’, diz Nascimento.
A dupla de dirigente reconhece a falta de um programa que incentive o turismo rural no estado, o que geraria uma fonte de renda a mais para os produtores com a venda de produtos feitos com o que plantam e criam dentro da agricultura familiar.
E a necessidade de mais mão de obra.
Este ano, caberá a Agraer fazer a regularização fundiária nas fronteiras do estado. Um trabalho de detetive.
“Antigamente, não tinha cartório de registro de imóveis, a pessoa falecia, fazia-se um inventário, dividia a terra entre os filhos, registravam só a escritura e acabou. Até 2030, temos de fazer 30.000 propriedades, cada uma delas precisando comprovar a titularidade da terra. Vamos ter de trabalhar com parcerias para que não haja prejuízo aos demais serviços executados pela Agraer”, afirma Nascimento.
Um desses serviços é encontrar nichos para que o adepto da agricultura familiar explore. A erva-mate, por exemplo, se encaixa nesse perfil.
A planta que já foi abundante em Mato Grosso do Sul praticamente sumiu, ao ponto de 98% da erva de tereré consumida no estado vir de outras regiões.
Com viveiros montados pelo estado, mudas estão sendo doadas aos produtores para que possam investir numa cultura que é tem demanda certa na cultura de MS.
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O Agro de Primeira MS tem episódio novo toda quarta-feira e cortes com os principais trechos das entrevistas todos os dias.
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