Algodão: cadastro obrigatório em MS termina dia 2 de março
Falta de registro pode resultar na suspensão de incentivos fiscais
Produtores de algodão da Região I de Mato Grosso do Sul têm até 2 de março para cadastrar as áreas plantadas junto à Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). O prazo atende a determinação prevista em resolução estadual.

A Ampasul (Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão) – entidade representativa do setor) – reforça a obrigatoriedade do registro dentro do período estabelecido, a fim de evitar penalidades ao produtor.
A medida integra as ações de prevenção e controle do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis – principal praga do algodão), considerado de difícil manejo e altamente prejudicial à cultura.

De acordo com a norma, o cadastramento eletrônico deve ser realizado até 30 dias após o encerramento do calendário oficial de plantio. Na Região I, o prazo final de semeadura terminou no dia 31 de janeiro. Assim, o limite para registro das áreas é 2 de março.
O descumprimento pode resultar em perda de incentivos fiscais e aplicação de penalidades previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal.
Normas para o algodão
Atualmente, Mato Grosso do Sul possui cerca de 30 mil hectares cultivados com algodão. Por isso, o cumprimento das normas fitossanitárias (regras de controle de pragas) é essencial para garantir a sustentabilidade da produção e evitar prejuízos econômicos.

Além dos produtores, concessionárias de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos também devem manter suas áreas livres de plantas que possam abrigar o bicudo.
O cumprimento das regras é exigido para a emissão do Certificado de Destruição de Soqueira do Algodoeiro, documento necessário para garantir acesso aos incentivos fiscais.
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