Aposentadoria rural: junte documentação mês a mês
Advogada ouvida pelo Agro de Primeira MS orienta beneficiários a não esperar 10, 15 anos para juntar documentos para aposentadoria rural.
A advogada previdenciária Kelly Ferreira faz um alerta para os trabalhadores rurais que pretendem adquirir a aposentadoria: não deixar para juntar documentos que comprovam o vínculo com a atividade agrícola na última hora.
Ela é a entrevistada do Agro de Primeira MS desta semana e fala sobre o rito de aposentadoria rural, tanto para quem contribui mensalmente com a previdência quanto para quem nunca pagou qualquer carnê do INSS.
Começar a juntar cedo e, mensalmente, as documentações é o que deve ser feito, segundo a advogada, para não ter problemas na hora de dar entrada do pedido no INSS.
Quem tem direito a aposentadoria no campo
- Segurados especiais: agricultores familiares, pescadores artesanais, indígenas, extrativistas, seringueiros.
- Empregados rurais: contratados formalmente por empresas ou fazendas.
- Contribuintes individuais rurais: trabalhadores que atuam por conta própria e contribuem para o INSS.
- Trabalhadores avulsos rurais: prestam serviços sem vínculo permanente, mas com intermediação sindical ou de órgãos gestores
São três os tipos de aposentadoria rural:
- Aposentadoria por idade rural
Homens: 60 anos
Mulheres: 55 anos
Exige comprovação de 180 meses (15 anos) de atividade rural.
- Aposentadoria por tempo de contribuição rural
Antes da Reforma: 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens).
Após a Reforma: regras de transição
Exigência de idade mínima (57 anos mulheres, 60 anos homens).
- Aposentadoria híbrida
Permite somar tempo rural e urbano para atingir requisitos.
Idade mínima igual à urbana (65 anos homens, 62 anos mulheres).
Acompanhe, abaixo, a íntegra do bate papo com a advogada Kelly Ferreira no Agro de Primeira MS.
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