Casal aposta no cultivo de cogumelos em Campo Grande
Produção local investe em tecnologia e sustentabilidade
O cultivo de cogumelos ainda é pouco explorado em Mato Grosso do Sul, mas começa a ganhar espaço com iniciativas que unem produção local, tecnologia e mercado em expansão. Há cinco anos, o casal Vergílio e Flávia Mann decidiu investir no segmento após perceber a dificuldade de encontrar cogumelos frescos produzidos no estado.
Na propriedade, eles cultivam shimeji branco e preto, champignon de Paris, portobello e shiitake. As espécies foram escolhidas pela aceitação do público e pelo bom desempenho em ambientes controlados. Toda a produção ocorre em salas climatizadas, com monitoramento constante de temperatura, umidade e níveis de CO₂, o que permitem manter a qualidade e a regularidade ao longo do ano.

“Somos a única operação do MS com produção contínua, estrutura climatizada, alto volume mensal e distribuição ativa para varejo e gastronomia, garantindo padronização e regularidade”, afirmou o empresário Vergílio Mann.
A Funguería, como o negócio foi batizado, produz cerca de três toneladas de cogumelos por mês. Segundo o casal, o crescimento acompanha o aumento da demanda e a ampliação gradual da estrutura. Atualmente, cerca de 60% da produção é destinada a restaurantes e 40% ao varejo, com entregas em Campo Grande, cidades do interior e, mais recentemente, em Cuiabá, no Mato Grosso.
Além da produção, a Funguería também investe na aproximação com o público. O perfil nas redes sociais reúne receitas, dicas de preparo e informações sobre os diferentes tipos de cogumelos, ajudando a estimular o consumo e a divulgação do produto.

Apesar do avanço, o cultivo no estado apresenta desafios. O clima quente e seco exige controle rigoroso do ambiente, além de atenção à esterilização e à estabilidade dos insumos. Ainda assim, os produtores destacam que os cogumelos utilizam pouca água, ocupam áreas reduzidas e aproveitam substratos agrícolas reutilizáveis, o que contribui para a sustentabilidade do processo.
A propriedade também recebe visitas escolares agendadas. A proposta é apresentar o ciclo de vida dos fungos, as técnicas de cultivo e a relação com sustentabilidade, aproximando crianças e jovens da ciência e da alimentação consciente.
Tecnologia para quem quer começar
O crescimento do mercado também tem impulsionado iniciativas voltadas a novos produtores.
Em Cassilândia, a startup FungiBio atua no desenvolvimento de tecnologia e suporte para quem deseja investir no cultivo de cogumelos. A empresa trabalha com unidades de produção automatizadas, insumos e orientação técnica, permitindo o cultivo em ambientes controlados, mesmo fora das regiões tradicionalmente produtoras.

A proposta é tornar o cultivo mais acessível, inclusive para pequenos e médios produtores, com sistemas que permitem o manejo remoto e o acompanhamento dos parâmetros necessários para o desenvolvimento dos cogumelos. A startup inclui cursos, consultoria e venda de insumos, com atendimento em diferentes regiões do país.
Segundo a empresa, a tecnologia possibilita produzir cogumelos durante todo o ano, com alta eficiência produtiva e em espaços reduzidos, fortalecendo o mercado de proteínas alternativas e a agricultura sustentável.
Para quem já produz, como o casal Mann, a popularização dos cogumelos está ligada à qualidade do produto e à aproximação com consumidores e parceiros. Já para quem está começando, o suporte técnico surge como um caminho para transformar o cultivo de cogumelos em uma nova alternativa no campo sul-mato-grossense.
Acesse o site da Fungueria aqui.
Acesse mais informações sobre a Fungibio aqui.
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