Centro-Oeste amplia empregos no agro impulsionado pela soja
Com força da soja, Mato Grosso gerou 5.874 empregos no agro em 2025 e liderou a criação de vagas.
O cultivo de soja foi uma das principais forças na geração de empregos formais na agropecuária brasileira em 2025. Segundo dados do Novo Caged, a atividade respondeu por 5.590 novas vagas, sendo a segunda maior geradora de empregos no setor no país.
Nesse cenário, Mato Grosso se consolidou como o segundo estado com mais empregos gerados no campo, registrando um saldo de 5.874 vagas na agropecuária. O estado fica atrás apenas de São Paulo, refletindo o peso do estado como maior produtor nacional de soja, além do fortalecimento da cadeia produtiva, que envolve desde o plantio até a colheita, armazenagem e logística.
Após Mato Grosso, Mato Grosso do Sul também aparece entre os estados que ampliaram a geração de empregos no agro, sendo 1.979 empregos formais gerados em 2025.

Cenário regional
O Centro-Oeste acumulou saldo positivo de 9.668 vagas na agropecuária em 2025. Desse número, Mato Grosso responde por cerca de 61% das vagas geradas no agro na região.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o resultado acompanha o crescimento da produção de grãos, especialmente da soja, e evidencia o papel estratégico da região na sustentação do mercado de trabalho no campo.
Os dados compilados pela CNA mostram ainda que Goiás gerou 2.055 empregos formais na agropecuária e o Distrito Federal também apresentou resultado positivo, embora com um volume menor de contratações, ficando abaixo da marca de 1 mil novos postos de trabalho no período analisado.
Especialistas apontam que a tendência é de manutenção da demanda por trabalhadores no setor, à medida que a cadeia da soja segue se modernizando e ampliando sua participação na economia nacional. Além da geração direta de empregos no campo, o segmento também impulsiona postos de trabalho em áreas como transporte, armazenagem, indústria de insumos e exportação.
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