Tecnologia e pesquisa científica são apontadas como chave para crescimento do agro
Entrevista mostra como tecnologia e pesquisa ainda enfrentam barreiras para chegar ao campo
A conexão entre ciência, tecnologia e produção rural em Mato Grosso do Sul foi o foco de um dos episódios do podcast Agro de Primeira, que recebeu o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Ricardo Senna. A entrevista foi conduzida pelos apresentadores Edevaldo Nascimento e Tati Scaff, que exploraram os desafios e oportunidades da inovação no agro. (assista ao episódio completo no YouTube acima ou clique no link abaixo para ver ou ouvir no Spotify)
Desafio de levar a pesquisa até o campo
Um dos principais pontos abordados foi a dificuldade de aproximar universidades e produtores rurais. Segundo Ricardo Senna, apesar do volume de pesquisas desenvolvidas, ainda existe uma barreira prática para que esse conhecimento chegue à ponta.
“Esse é o grande gargalo que nós temos. Parece, quando a gente fala isso, que é algo simples, senta um com o outro, mas não é assim que funciona”, afirmou.
O secretário explicou que muitas soluções ficam restritas ao ambiente acadêmico, enquanto produtores ainda não veem a universidade como um canal direto para resolver problemas do dia a dia. A proposta, segundo ele, é inverter essa lógica e levar demandas reais do agro para dentro da pesquisa.

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Impacto da inovação no crescimento do agro
A entrevista também destacou como a ciência já foi determinante para o avanço do agronegócio no Estado, com ganhos em produtividade tanto na pecuária quanto na agricultura.
“A nossa Embrapa de corte revolucionou a pecuária no Brasil inteiro. Melhoramento genético, pastagem, nutrição animal, tudo isso foi sendo transferido ao longo do tempo para o campo”, destacou.
Ele citou ainda transformações como o avanço do milho safrinha e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas ao solo e clima da região, que permitiram aumentar a produção sem ampliar áreas.
Tecnologia e capacitação caminham juntas
Outro tema central foi a adaptação da mão de obra ao avanço das tecnologias no campo. Para o secretário, a inovação não deve ser vista como ameaça, mas como oportunidade de evolução profissional.
“A gente precisa conhecer, dominar e popularizar a tecnologia para que ela esteja ao nosso favor”, afirmou.
Nesse contexto, também foi destacado o crescimento de startups ligadas ao agro e a importância de transformar conhecimento em soluções práticas, capazes de ampliar a competitividade do setor.

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