Expogrande mostra a força do agro que conecta MS ao mundo
Expogrande impulsiona negócios e consolida a pecuária de MS
Gravado diretamente do Parque de Exposições Laucídio Coelho, durante a 86ª edição da Expogrande, o podcast Agro de Primeira apresenta um episódio especial com o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai. A entrevista conduzida pelos apresentadores Edevaldo Nascimento e Tati Scaff, trouxe uma análise ampla sobre a importância da maior feira agropecuária de Mato Grosso do Sul, os desafios do setor e o momento positivo vivido pela pecuária brasileira.
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Durante o bate-papo, Guilherme destacou o papel histórico da Expogrande como ponte entre o campo e a cidade. Criada em 1933, inicialmente como uma mostra da pecuária, a feira chega à sua 86ª edição consolidada como uma das cinco maiores do Brasil, reunindo pecuária, agricultura, tecnologia, negócios e entretenimento em um mesmo espaço.
Segundo o presidente da Acrissul, a força da feira está na união de diversos setores do agronegócio e no envolvimento da sociedade urbana. “A Expogrande representa tradição, longevidade e, principalmente, conexão do campo com a cidade”, afirmou Bumlai.
Expogrande impulsiona negócios e confiança
A edição de 2025 da Expogrande movimentou cerca de R$ 641 milhões em negócios. Para este ano, a expectativa é superar esse número. De acordo com Guilherme, os primeiros dias já indicaram desempenho acima do esperado, tanto em volume financeiro quanto em público, impulsionados principalmente pelos dias de entrada gratuita.

Um dos destaques foi o crescimento da agenda de leilões, que teve aumento de aproximadamente 20% em relação ao ano anterior, totalizando 24 leilões durante a feira. Para o presidente da Acrissul, esse crescimento reflete a confiança do produtor rural e o momento favorável da pecuária, atualmente em ciclo de alta.
“Estamos em um período de valorização da pecuária, e os leilões da Expogrande funcionam como uma vitrine que baliza o mercado. Aqui são comercializados animais de alta qualidade, o que garante bons preços e segurança para quem compra e quem vende”, explicou.
Carne sul-mato-grossense em destaque
Ao falar sobre genética e produção, Guilherme Bumblai foi enfático ao afirmar que Mato Grosso do Sul produz uma das melhores carnes do Brasil e do mundo. Esse resultado, segundo ele, é fruto de investimentos contínuos em genética, nutrição, sanidade e manejo, que permitem o abate de animais cada vez mais jovens, com maior maciez e qualidade.
O estado responde por cerca de 10% a 11% das exportações brasileiras de carne bovina, atendendo tanto o mercado interno — que absorve aproximadamente 70% da produção — quanto mercados internacionais exigentes, como Estados Unidos, China e Europa.
“É importante desmistificar a ideia de que a carne de qualidade só é exportada. O mercado interno também consome carne premium”, destacou.

Tecnologia, inovação e educação no centro da feira
Outro ponto central da entrevista foi a presença crescente da tecnologia dentro da Expogrande. Pela primeira vez, a feira contou com um espaço dedicado a startups e soluções tecnológicas para o agro, aproximando o produtor de inovações ligadas à gestão, solo, identificação animal e inteligência artificial.
Bumblai ressaltou que o produtor rural está cada vez mais aberto às novas tecnologias, motivado principalmente pela necessidade de redução de custos e aumento de eficiência. “Quem ficar fora da tecnologia vai ficar para trás”, alertou.

Além disso, a Fazendinha se consolida como um dos espaços mais visitados da feira. Reformulada, ela passou a integrar agricultura, pecuária e educação ambiental, com canteiros de culturas agrícolas e experiências imersivas, como a simulação em realidade virtual do Pantanal, em parceria com o Instituto Viva Pantanal.
Comunicação, sustentabilidade e pertencimento
A entrevista também abordou a importância da comunicação do agro com a sociedade. Para Guilherme, o setor ainda precisa sair da sua “bolha” e mostrar com mais clareza seu compromisso com o meio ambiente, a legislação e a produção sustentável.
“O produtor rural preserva, cuida da terra e gera alimento. Isso precisa ser mostrado, principalmente às novas gerações”, afirmou.
O episódio também reforçou o papel da Expogrande na construção da memória afetiva dos sul-mato-grossenses. Histórias de infância, encontros, tradições e experiências geracionais fazem da feira um patrimônio cultural do estado.

Encerrando a conversa, Bumlai adiantou que novas iniciativas já estão sendo pensadas para as próximas edições, incluindo a atração de players internacionais e a criação de um shopping permanente do agro no parque, fortalecendo o espaço como polo do agronegócio ao longo de todo o ano.
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