Contagem regressiva: fertilizantes nacionais passam a ter espaço garantido no Brasil a partir de 2027; entenda

Programa prevê crédito, expansão industrial e metas graduais para aumentar a participação da produção brasileira

O presidente da República sancionou nesta quinta-feira (3), a Lei Nº 15.496, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), iniciativa que busca fortalecer a produção nacional de fertilizantes e matérias-primas utilizadas no agronegócio.

A partir de 2027, fertilizantes nacionais ganham espaço por lei no Brasil. (Foto: Reprodução)
A partir de 2027, fertilizantes nacionais ganham espaço por lei no Brasil. (Foto: Reprodução)

Entre os principais objetivos da iniciativa estão:

  • Reduzir a dependência do mercado externo;
  • Garantir maior segurança alimentar;
  • Diminuir custos para produtores rurais;
  • Assegurar o abastecimento de insumos estratégicos para a agropecuária brasileira.

O programa beneficiará empresas que atuam na produção de fertilizantes sintéticos, minerais e orgânicos, além de remineralizadores, bioinsumos e biofertilizantes fabricados em território nacional.

Para participar, as empresas deverão atender critérios que incluem compromisso com o desenvolvimento local, diálogo com comunidades afetadas, redução das emissões de gases de efeito estufa e adoção de tecnologias voltadas à eficiência energética.

Mistura obrigatória de fertilizantes nacionais

Um dos principais pontos da nova legislação estabelece a mistura obrigatória de fertilizantes nacionais aos produtos comercializados no país. A exigência começará em 1º de julho de 2027, quando pelo menos 2% do volume vendido deverá ser composto por insumos nacionais sintéticos e minerais.

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Programa cria incentivos à indústria nacional e estabelece participação mínima de insumos produzidos no país. (Foto: Mapa)

A meta aumenta gradualmente até alcançar 10% em janeiro de 2037. A partir de 2038, o percentual poderá variar entre 10% e 30%, conforme avaliação técnica do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), órgão responsável por definir os índices obrigatórios.

Segundo a lei, o conselho deverá considerar fatores como:

  • Disponibilidade dos insumos;
  • Capacidade industrial instalada;
  • Impacto nos preços;
  • Competitividade da cadeia agropecuária antes de ampliar os percentuais.

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Financiamento e acompanhamento

A lei autoriza ainda a União a destinar recursos para linhas de financiamento voltadas à produção nacional de fertilizantes.

O dinheiro será repassado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá oferecer crédito para projetos de modernização, ampliação de fábricas, pesquisa, inovação e infraestrutura logística.

Para acessar os recursos, as empresas precisarão atender critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica definidos pelo governo federal.

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Medida busca reduzir a vulnerabilidade do Brasil ao mercado externo e garantir mais segurança para a produção agropecuária. (Foto: David González M.)

O programa também contará com monitoramento permanente. O Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) deverá divulgar relatórios anuais com informações sobre investimentos, ampliação da capacidade produtiva e impactos na redução da dependência brasileira de fertilizantes importados.

A expectativa é fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos para o agronegócio e aumentar a competitividade do setor no país.

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Comentários (1)

  • Emanoel Olivi

    Esse governo não pára mesmo, agora quer diminuir o custo de produção e aumentar os lucros dos maiores adversários que tem Enos “caras” ainda votarão contra.
    Isso é democracia!
    Esses mesmos adversários querem ditadura!