Liberação de arma para produtores é aprovada na Câmara dos Deputados e segue para o Senado
Agora projeto seguirá para tramitação no Senado Federal
Em tramitação há quase nove anos, o Projeto de Lei 6.717 de 2016 avançou nesta quarta-feira (3) após ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O texto, relatado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), segue agora para análise no Senado Federal.

O projeto é de autoria do deputado Afonso Hamm (PP-RS) e busca regulamentar o porte de arma de fogo para produtores e trabalhadores rurais maiores de 25 anos de idade.
Durante a tramitação, o projeto chegou a prever idade mínima de 21 anos para o porte rural, em linha com outras propostas que tramitavam no Congresso à época. No entanto, emendas apresentadas restabeleceram a exigência de 25 anos, regra que permaneceu no texto aprovado.
Pela proposta, a licença deve ser solicitada com a apresentação de documentação pessoal, comprovação de residência ou declaração de testemunhas e atestado de bons antecedentes.
Pontos principais do PL 6.717/2016
O projeto regulamenta o porte de arma de fogo em área rural para produtores e trabalhadores do campo, com regras específicas de idade, uso e controle.
Quem pode ter o porte
O porte é direcionado a moradores e trabalhadores da zona rural:
- Produtores rurais e trabalhadores do campo.
- Idade mínima de 25 anos.
- Comprovação de residência em área rural.
A ideia é atender quem vive e trabalha longe dos grandes centros urbanos.
Onde o porte é válido
O uso da arma fica limitado ao espaço da propriedade:
- Porte restrito aos limites do imóvel rural.
- Não autoriza circulação armada em áreas urbanas.
- Não se estende a estradas, cidades ou outros imóveis.
O objetivo é garantir proteção dentro da propriedade, não um porte geral.
Requisitos para obter a licença
A licença depende do cumprimento de exigências básicas:
- Documentação pessoal completa.
- Comprovante de residência ou declaração de testemunhas.
- Atestado de bons antecedentes.
- Arma registrada no SINARM (Sistema Nacional de Armas).
Outras regras do Estatuto do Desarmamento continuam valendo, no que não forem alteradas pelo projeto.
Validade e obrigações
O uso do porte rural também traz deveres ao proprietário:
- Licença com validade de até 10 anos.
- Comunicar imediatamente perda, furto ou roubo da arma.
- Manter a arma sob guarda responsável na propriedade.
A proposta busca conciliar direito à defesa com controle e rastreabilidade das armas no campo.
A proposta deixa claro que o porte não vale em áreas urbanas, estradas ou espaços públicos. O uso da arma fica restrito exclusivamente aos limites do imóvel rural, mesmo após a concessão da licença.
Mesmo com o porte autorizado, a arma deverá ser registrada no Sistema Nacional de Armas (SINARM), o mesmo utilizado atualmente pela Polícia Federal para controle de armamentos no país. Segundo o texto, a licença deve ter validade de dez anos e o uso é restrito aos limites do imóvel rural.
Mesmo com a criação do porte rural, continuam valendo as regras da Lei 10.826, o Estatuto do Desarmamento, no que não entrar em conflito com essa nova proposta.
O projeto sustenta que moradores da zona rural vivem em regiões afastadas, com baixo policiamento e grandes áreas isoladas, o que justificaria a criação de uma regra específica para defesa pessoal e patrimonial.
FALE COM O PP
Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.
Leia mais
Mais lidas - 1 Soja: chuvas pontuais podem atrapalhar colheita em MT
- 2 Citros: acordo Mercosul-UE favorece comércio brasileiro
- 3 Reforma tributária muda rotina e acende alerta no agro
- 4 Preço do leite: produtores de MS prevêm alta em março
- 5 MT recebe R$ 2,2 bilhões do BNDES e vira polo nacional do etanol de milho
- 1 Soja: chuvas pontuais podem atrapalhar colheita em MT
- 2 Citros: acordo Mercosul-UE favorece comércio brasileiro
- 3 Reforma tributária muda rotina e acende alerta no agro
- 4 Preço do leite: produtores de MS prevêm alta em março
- 5 MT recebe R$ 2,2 bilhões do BNDES e vira polo nacional do etanol de milho





