MS deve ampliar negociações com União Europeia em 2026
Semadesc aponta que acordo entre Mercosul e União Europeia aumenta competitividade dos produtos de Mato Grosso do Sul
A aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve favorecer ainda mais as negociações com Mato Grosso do Sul. Em 2025, o grupo europeu foi o segundo bloco econômico mais importante para as exportações do estado, seguido dos mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio, África, Oceania e Mercosul.

Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, a expectativa é de que, a partir da aprovação, as exportações para a União Europeia sejam ampliadas.
“Nós temos uma capacidade de ampliação do mercado, uma possibilidade de ampliação de produtos que serão mais competitivos. É importante entender que a redução de tarifa significa aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses na Europa”, pontuou Verruck.
No ano passado, Mato Grosso do Sul manteve relações comerciais com 23 países da União Europeia, sendo 20 como destinos de exportações e 23 como origens de importações.
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Cenário em 2025
De acordo com o levantamento feito pela assessoria de economia da Semadesc, o estado exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia em 2025, totalizando US$ 1,3 bilhão em receita. No mesmo período, as empresas sul-mato-grossenses compraram 77 mil toneladas de produtos do bloco europeu, somando US$ 492 milhões em negócios.
Diante desse cenário, o saldo da balança comercial foi favorável a Mato Grosso do Sul no ano passado, fechando em US$ 812 milhões.
Do total exportado para a União Europeia destacaram-se:
- Celulose responsável por 48,12% dos embarques;
- Farelo de soja responsável por 23,84% dos embarques;
- Carne bovina responsável por 9,68% dos embarques.
Verruck acredita que há espaço para o etanol de Mato Grosso do Sul nos países europeus, que buscam descarbonizar a economia. Outra medida que pode impulsionar os produtos do estado é a certificação de propriedades agrícolas de acordo com os padrões europeus, acordo que já foi fixado na COP30 em Belém, em novembro do ano passado.
“Vamos ter um certificado oficial nessas propriedades que não tiveram desmatamento depois de 2020 e estarão habilitadas para exportar seus produtos ao mercado europeu”, afirmou.
Com relação às importações, os principais produtos importados foram maquinários para:
- Indústrias de papel e celulose (US$ 171 milhões);
- Aquecimento e resfriamento de equipamentos (US$ 146 milhões);
- Caldeiras de geradores de vapor (US$ 108 milhões).
Além dos maquinários, outros equipamentos e implementos voltados para a indústria também foram importados no ano passado.
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