MT e MS comemoram fim de tarifaço dos EUA sobre a carne

Famato, em MT, e Semadesc, em MS, comemoram possibilidade de contratos mais longos com fim do tarifaço sobre a carne brasileira.

Os dois estados esperam ganho de competitividade e previsibilidade nas vendas externas com a derrubada do tarifaço de 40% imposto a carne e outros produtos brasileiros pelo governo norte-americano.

Em publicação em seu site oficial, a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) classificou a decisão como positiva para a cadeia da carne.

Imagem de bois em confinamento em Mato Grosso ilustra reportagem sobre o fim do tarifaço dos EUA à carne brasileira.
Confinamento de gado em Mato Grosso.

“A pecuária mato-grossense comemora essa reversão de tarifas. Esperamos que esse novo cenário de diálogo contribua para ampliar exportações, consolidar parcerias e fortalecer o agronegócio regional, impulsionando o crescimento econômico para Mato Grosso e para o Brasil”, afirmou o superintendente, Cleiton Gauer.

Para a Famato, o fim do tarifaço pode favorecer contratos mais longos e prazos estáveis.

Mato Grosso segue como o maior produtor de carne bovina do Brasil.

Segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), no acumulado de janeiro a outubro de 2025, o volume exportado pelo estado ficou 35,19% acima de igual período de 2024. Em outubro, Mato Grosso embarcou 107,94 mil toneladas e faturou US$ 462,82 milhões.

Em nota técnica, o Imea afirmou que Mato Grosso está próximo de São Paulo nas exportações e vê amplo espaço para expansão da participação do Estado nas vendas do Brasil. A redução tarifária nos EUA, se sustentada, pode acelerar esse movimento.

Tarifaço em Mato Grosso do Sul

O secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciências, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), Jaime Verruck, também falou sobre o fim do tarifaço em sua rede social:

“A maioria dos produtos da pauta exportadora do MS já havia tido a tarifação reduzida anteriormente. Mas permanecia uma preocupação central: a carne bovina, que junto com a celulose forma o núcleo das exportações sul-mato-grossenses para os EUA. A questão da celulose já estava resolvida. Faltava recompor o mercado americano para a carne bovina — algo essencial para manter a competitividade e a previsibilidade do setor no estado”, disse ele.

Os EUA são o 2º maior parceiro comercial do MS. O estado tem uma exposição de cerca de 7% da balança comercial, algo em torno de US$ 700 milhões ao ano.

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