Pecuária de precisão: estudo da Embrapa quer concorrer com startups de tecnologia
Está em desenvolvimento um modelo de pesagem de bovinos por meio de Inteligência Artificial,
Agricultura de precisão já é um termo comum que representa o uso da tecnologia na lavoura, mas os recursos tecnológicos também tem atraído os pecuaristas e para além das sedes das fazendas. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agrossilvipastoril está desenvolvendo um estudo sobre modelo de pesagem de bovinos por meio de Inteligência Artificial, e ela não é a única. Startups brasileiras e estrangeiras têm se projetado para esse mercado: pecuária de precisão.

Na prática, o modelo deve ser capaz de pesar o animal por imagem por meio de câmeras instaladas em pontos estratégicos da fazenda. Além de facilitar o manejo, a ideia é reduzir riscos inerentes à atividade de curral e pesagem, otimizar a coleta de dados e fornecer informações em tempo real.
O estudo que começou em 2020 ainda tem um longo caminho pela frente, estima-se que ao menos dois anos.
“A intenção é ter um ativo tecnológico de fato, adotarmos a tecnologia e ser concorrente aos modelos já disponíveis no mercado”, destaca o pesquisador da Embrapa, Luciano Bastos Lopes.
Segundo o profissional, apesar da pesagem por imagens ainda não ser realidade em muitas propriedades, a pecuária já tem sido beneficiada por inovações tecnológicas.
“Já temos iniciativas de pecuária de precisão, uso de drones e equipamentos, brincos, todos visando melhoria dos índices e extração do melhor potencial genético”, destaca.
Pecuaristas de MT
Uma pesquisa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) traçou o perfil dos pecuaristas mato-grossenses na era digital. Segundo a publicação, 69% dos pecuaristas entrevistados acreditam que o melhoramento genético seja o principal tipo de tecnologia que auxilia na produção. Já sobre o controle pecuário via drones, apenas 9% consideraram importante.
Um dos gargalos enfrentados no campo é em relação a conectividade. Em Mato Grosso, 71% das propriedades possuem internet, mas 79% delas, apenas na sede da fazenda e 9% em toda a extensão da propriedade. Segundo os pecuaristas, a maior motivação para instalar a internet não é a melhoria da gestão, mas a retenção de funcionários.
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