Pecuária inteligente moderniza fazenda familiar em MS
Com o uso do sistema, família passou a concentrar informações produtivas e financeiras em um único ambiente digital
Na fazenda São Judas Tadeu, em Mato Grosso do Sul, o controle financeiro feito no papel levou o pecuarista Cláudio Zottesso a mudar a forma de administrar a produção pecuária. A partir de 2022, a fazenda passou a adotar ferramentas digitais para organizar dados da criação de gado Nelore e tornar a gestão mais eficiente.
A fazenda atua na cria, recria e engorda de bovinos e participa com frequência de leilões, o que dificultava o acompanhamento das receitas e despesas.
“Inicialmente, a dificuldade era no gerenciamento financeiro de receitas e despesas. Participamos de muitos leilões e controlar os pagamentos no papel é complicado. Eu precisava resolver esse gargalo o mais rápido possível”, conta Cláudio.
A mudança começou com o apoio do filho, Rafael Zottesso, formado em Sistemas de Informação e professor no Instituto Federal do Paraná. Ele passou a adaptar ferramentas digitais à rotina da propriedade, substituindo controles manuais por sistemas informatizados (programas de gestão rural).
“Desde 2022, estou migrando tudo o que antes era no papel para o computador. Começamos com planilhas e, hoje, utilizamos um programa que gerencia todos os processos da fazenda, desde a parte financeira até a automação”, explica Rafael.

Com o uso do sistema, a família passou a concentrar informações produtivas e financeiras em um único ambiente digital, o que permite acompanhar resultados e corrigir falhas com mais rapidez.
“No sistema, conseguimos acompanhar as características de cada animal, ter um balanço da produção, controlar lucros e prejuízos e acessar diversas informações que nos permitem agir antes do erro. E isso só foi possível com a ajuda do Senar/MS”, completa.
A propriedade é acompanhada pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul). Cláudio participa das capacitações da instituição há mais de 15 anos, período em que ampliou o uso de ferramentas de gestão na pecuária.
Além do controle da produção pecuária, a tecnologia passou a ser utilizada em outras áreas da fazenda, com a adoção de sistemas automatizados (processos feitos sem intervenção manual) para tarefas do dia a dia.

“O Diogo, técnico de campo que nos acompanha, me deu várias orientações no início. Lembro que voltei pra casa com uma folha cheia de anotações para melhorar o sistema. Além de gerenciar dados, estou implementando automações aqui. O pomar e a horta, por exemplo, são irrigados pelo comando do celular. Também instalamos câmeras em toda a fazenda, então consigo acompanhar tudo de qualquer lugar. Vamos iniciar 2026 com uma propriedade 100% digitalizada e acessível para todos os colaboradores”, afirma o professor.
Segundo Cláudio, as mudanças trouxeram mais organização à rotina de trabalho e contribuíram para aumentar a segurança e a eficiência das atividades. “A ideia é que, da porteira para dentro, a gente tenha mais segurança no trabalho e, consequentemente, mais eficiência. Se servirmos de exemplo para outros produtores, fico muito feliz”, diz.
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