Plano Safra 2026/27: ministérios do agro recebem propostas de reajuste
Entidades do Paraná pedem aumento de 30% nos recursos para Plano Safra 2026/2027.
Entidades do agro do Paraná elaboraram um documento que, baseado em estudos técnicos, definiram a necessidade de liberação de R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. A proposta que vale para todo o país foi entregue nesta quarta-feira (4) aos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), além da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Instituto Pensar Agropecuária (IPA).
Esse valor significa um aumento de quase 30% nos 516,2 bilhões liberados para a atual edição do plano. O objetivo é ampliar o crédito, fortalecer o seguro rural e melhorar a gestão de riscos no campo.
Para a safra 2026/27, as entidades propõem juros máximos de 10,5%, conforme a linha de crédito. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), a taxa sugerida é de 7%.

O documento com pedido de reajuste foi elaborado pelo Sistema FAEP, a Federação de Agricultura do Estado do Paraná, pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).
“O Plano Safra é determinante para garantir previsibilidade e competitividade ao setor. Estamos falando de um cenário desafiador para a safra 2026/27, com custos de produção pressionados. Por isso, defendemos um volume adequado de recursos, taxas compatíveis com a realidade do produtor e o fortalecimento dos instrumentos de gestão de risco”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Plano Safra: custeio e comercialização e investimentos
Do total solicitado, R$ 486,3 bilhões são para custeio e comercialização divididos da seguinte forma:
– R$ 50 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
– R$ 70 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
– R$ 366,3 bilhões para os demais produtores.
As entidades também pedem aumento do limite anual de contratação para R$ 4,5 milhões. Para avicultura, suinocultura e piscicultura integradas, o limite de custeio subiria de R$ 240 mil para R$ 400 mil.
Os R$ 183,7 bilhões restantes propostos para o Plano Safra 2026/27 iriam para investimentos:
- O Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) passaria de R$ 8,15 bilhões para R$ 9 bilhões. O Pronamp Investimento subiria de R$ 10,2 bilhões para R$ 15 bilhões, incluindo turismo rural.
- No Moderagro e no Inovagro, o volume aumentaria de R$ 3,8 bilhões para R$ 7 bilhões. O limite por beneficiário chegaria a R$ 4 milhões e, no caso coletivo, a R$ 12 milhões.
- Para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), o pedido é elevar os recursos para R$ 9,7 bilhões. O limite para grandes estruturas subiria para R$ 250 milhões. As entidades também defendem incluir armazenagem frigorificada e compra de armazéns usados.
Gestão de riscos
O documento do novo Plano Safra também propõe mudanças na gestão de riscos. Entre elas, ajustes no seguro rural e no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que preveem indenizações por perdas climáticas. O documento prevê R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Também propõe subvenção diferenciada para culturas mais expostas ao clima, como soja, milho e trigo.

As entidades defendem ainda que os recursos do PSR fiquem vinculados às operações oficiais de crédito da Secretaria do Tesouro Nacional, com aplicação obrigatória, para evitar bloqueios orçamentários.
No Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o pedido é destinar recursos para que a Embrapa realize estudos técnicos que reforcem as recomendações de manejo.
O Plano Safra é tradicionalmente divulgado no mês de julho.
*com informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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