Preço do leite: produtores de MS prevêm alta em março
Com queda de até 43% no valor do litro em 2025, produtores aguardam reação do mercado a partir de março
Os produtores de leite de Mato Grosso do Sul esperam que o preço pago pelas indústrias volte a subir a partir de março de 2026. A expectativa informada pela Assuleite (Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Leite) é impulsionada pelos novos incentivos financeiros ao pecuarista e pelas negociações tributárias entre o governo estadual e as laticínios.

Em entrevista ao Portal Primeira Página, o presidente da Assuleite, Éder Souza, afirmou que 2025 foi um ano atípico para o setor, com curtos picos de preços e quedas acentuadas. Mas que em março o setor deve se reerguer com preços mais atrativos.
“Pequenos produtores chegaram a receber entre R$ 3,00 e R$ 3,50 por litro no pico de 2025, hoje recebem, em média R$ 1,60 — uma queda de cerca de 43%. Comportamento contrário ao padrão histórico do período de seca, quando a oferta costuma diminuir e os valores sobem”, pontou Souza.

Na contramão da rápida valorização, no ano passado, foram registradas também quedas consecutivas mesmo com menor oferta. Situação que se agravou com a chegada das chuvas, quando o volume aumenta e as indústrias têm dificuldade para escoar a produção, pressionando ainda mais os preços.
“A expectativa é que melhore o preço para o produtor a partir de março, período em que, geralmente, por vários anos consecutivos, começa a melhorar o preço. E vai entrar agora o ExtraLeite, que é o incentivo financeiro ao produtor”, afirmou.
Apoio tributário à cadeia do leite
Além dos incentivos ao pecuarista, o setor industrial também deve ser favorecido com avanços na área tributária. A mudança deve tornar os laticínios locais mais competitivos frente a produtos acabados que chegam de outros estados ou países, como mussarela, iogurte e margarina.
Outro ponto considerado positivo é o avanço das discussões nacionais sobre a redução das importações e a investigação antidumping (venda abaixo do custo), especialmente em relação ao produto vindo do Uruguai. A análise foi solicitada pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e acatada pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Souza explica que, quando as importações diminuem, a oferta em outros estados aumenta, o que abre espaço para que esse excedente no MS. Por isso, considera essencial o apoio tributário do governo aos laticínios locais, garantindo competitividade e valorização do produto sul-mato-grossense.
“A nossa expectativa é que com esse atendimento governamental, as indústrias ficam mais competitivas com todos os produtos que vêm de fora, e ficando mais competitivo, eles têm mais poder aquisitivo para estar melhorando o preço do produtor daqui. E em março, geralmente, a gente tem essa melhora”, concluiu o presidente da Assuleite.
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