Presidente de associação de criadores de Nelore prevê bom cenário econômico para 2023
Mato Grosso tem atualmente um rebanho com aproximadamente 33 milhões de cabeças de animais, dos quais 80% Nelore ou ‘anelorado’
O presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso, Alexandre El Hage, e os pecuaristas estão otimistas com o cenário econômico de 2023, apesar da queda no preço da arroba do boi e aumento nos custos de produção.

Segundo El Hage, hoje há menos grãos disponíveis, devido ao aumento nas exportações e também devido às crises mundiais, o que de fato vem ocasionado um super custo para a pecuária. Ele aponta que a situação mostra que é hora de o criador fazer o ‘dever de casa’ produzindo uma arroba mais barata a partir do sistema a pasto.
Alexandre El Hage explica que desde o ano passado a pecuária entrou em um ciclo que dura em média quatro anos e que culminou no aumento da oferta de fêmeas. Segundo ele, hoje as fêmeas já significam cerca de 50% dos abates no frigorífico, o que também contribuiu para baratear a arroba, mas isso deve se normalizar em médio e longo prazo a um percentual de até 35%.
O presidente da associação conta que ainda não houve a oportunidade se encontrar com o novo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), mas acredita que entre fevereiro e março as diversas entidades da pecuária vão se reunir para levar até ele as pautas prioritárias. Ele cita que o novo governo foi eleito e é necessário “jogar junto”.
Entre as demandas prioritárias para a pecuária estão, de acordo com Alexandre El Hage, estão a liberação de novas plantas para exportação. Em janeiro, houve o anúncio de abertura de duas novas plantas, em Tangará da Serra e Matupá, para o mercado da China e Indonésia. Conforme o presidente, é preciso caminhar nesse sentido, com ênfase no mercado internacional.
Para o presidente da Nelore-MT, o mercado interno ainda está se recuperando, por isso a importância expansão em outras frentes. Ele diz que constantemente é questionado sobre o preço da carne, e ressalta que é importante entender que a margem de lucro é sempre maior entre os atravessadores, geralmente os maiores varejistas trabalham com a margem de lucro mais alta, e não produtores e frigoríficos.
Mato Grosso tem atualmente um rebanho com aproximadamente 33 milhões de cabeças de animais, dos quais 80% Nelore ou ‘anelorado’. Alexandre El Hage atribui esse sucesso a um conjunto de fatores, tais como clima perfeito, atividade regular de chuvas, alimentação e trabalho profícuo dos criadores, que vêm ao longo dos anos investimento no melhoramento genético da raça.
Alexandre destaca que o Nelore é a melhor raça, a mais adaptada, além disso, nos últimos cinco anos evoluiu mais do que nos últimos 100 anos. Ele atribui a evolução à dedicação e ao profissionalismo dos pecuaristas.
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