Soja: chuvas pontuais podem atrapalhar colheita em MT
As instabilidades podem limitar o ritmo das máquinas no campo, produtividade ainda não foi afetada
A colheita de soja da safra 25/26 em Mato Grosso iniciada na primeira semana de janeiro alcançou 1,98% da área prevista, avanço de 1,28 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra 2024/2025, no entanto às chuvas pontuais registradas em boa parte do estado impedem o aumento da colheita.

Para os próximos sete dias, o NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) prevê acumulados de 5 a 25 milímetros na maior parte de Mato Grosso, o que, se confirmado, as instabilidades podem limitar o ritmo das máquinas no campo.
Apesar da possibilidade de atraso da colheita devido a chuva, a tendência é de aumento da produtividade. Segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a estimativa para soja safra 2025/26 tem se mantido estável em 60,45 sc/ha (sacas por hectare) desde setembro de 2025 até janeiro de 2026.
De acordo com as médias históricas, no final de fevereiro e início de março, 90% da área total deve ser colhida, sendo concluída até o final de março.
O Instituto ainda está em campo levantando amostras e, em menos de quinze dias, deve divulgar uma atualização, onde podem ser encontrados grãos avariados, o que impactaria o resultado final. Mas vale destacar que os dados ainda não foram integralmente tabulados.
Conab estima produção recorde de grãos na safra 2025/2026
Cenário comercial para a soja
A volatilidade cambial do dólar Ptax impacta a formação de preços, recentemente foi registrada queda de 2,04% nos valores. Diante desse cenário do setor aponta recuos nos preços da soja, o indicador Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) registrou retração de 4,88% na comparação semanal, fechando a R$ 134,99/sc.
Em dezembro de 2025, o preço médio mensal no mercado interno brasileiro fechou em R$ 108,41/sc.
Na bolsa de Chicago, a cotação para março de 2026 cresceu 0,82% e alcançou US$ 10,62/bu (bushel), impulsionado pela expectativa em torno do relatório do USDA. Já no cenário interno houve queda de 2,09% no preço médio mensal frente a novembro de 2025. A paridade de exportação para março está estimada em R$ 100,92/sc.

De acordo com o Imea, 44,14% da produção total estimada já foi negociada, fator que tem influenciado as estimativas de preço no setor da oleaginosa.
O avanço da comercialização foi estimulado pelo início da colheita e pelas boas condições das lavouras, que aumentaram a confiança do produtor para negociar volumes maiores. A queda nos preços internos foi influenciada pelo recuo do dólar e por ajustes técnicos nos fluxos cambiais.
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