Soja: colheita avança, mas qualidade dos grãos cai em MS
Condições das lavouras variam e cenário climático desafiador nos próximos meses preocupa produtores
As lavouras de soja em Mato Grosso do Sul apresentam variações na qualidade dos grãos entre as regiões, especialmente em função da irregularidade das chuvas e das altas temperaturas registradas nos meses de janeiro e fevereiro. Os dados do Projeto SIGA-MS, da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), foram divulgados nesta terça-feira (3).

Os principais motivos para as oscilações na qualidade das lavouras está relacionada às condições climáticas adversas, entre elas:
- Norte: Textura arenosa do solo, períodos de estiagem e incidência de pragas.
- Nordeste, Sudoeste e Centro: Chuvas irregulares, falhas no estande de plantas e manejo.
- Oeste, Sul, Sul-fronteira e Sudeste: Veranicos prolongados, altas temperaturas e maior pressão de pragas.
De acordo com o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flávio Aguena, após o cenário positivo em dezembro de 2025, quando 75% das lavouras apresentavam boas condições, janeiro e fevereiro registraram agravamento no quadro climático.
“A estiagem associada às temperaturas elevadas comprometeu o desenvolvimento das plantas, sobretudo na região sul do Estado”, apontou Aguena.

A análise técnica aponta que mais de 640 mil hectares foram impactados por períodos superiores a 20 dias sem chuvas em determinadas localidades. Municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai estão entre os mais afetados.
Quase todo o estado registrou chuvas insuficientes em janeiro de 2025. Os dados mostram que 59 das 63 estações monitoradas tiveram acumulados de chuva abaixo da média. A situação é mais crítica nas regiões pantaneira e nordeste, onde a falta de água se agravou.
Colheita de soja
Mesmo diante dos desafios climáticos, a colheita da soja segue no estado. De acordo com o levantamento da Aprosoja/ms, até 27 de fevereiro, a área colhida atingiu 43,9%, representando cerca de 2,104 milhões de hectares.

A região sul lidera o avanço, com 53,2% da área colhida, seguida pela região centro (31,8%) e pela região norte (24,7%). Na comparação com a safra anterior, o ritmo da colheita está 6,6 pontos percentuais abaixo no mesmo período.
Confira o levantamento completo aqui.
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