MT terá cartilha técnica sobre qualidade de solo
Pesquisa fornecerá base para orientações de manejo mais precisas para o solo do estado
Pesquisas laboratoriais detalhadas realizadas pelo IFMT (Instituto Federal de Mato Grosso) revelaram uma diversidade inédita de características químicas, físicas e mineralógicas dos solos no estado. As análises feitas auxiliarão na elaboração de uma cartilha técnica do Programa Solo Vivo.

Na etapa de diagnóstico foi possível identificar formações distintas, que variam desde solos quimicamente pobres e muito intemperizados até áreas mais ricas, com afloramentos rochosos. Essas diferenças mostram que é preciso ter abordagens técnicas específicas para cada local, evitando orientações padronizadas e aumentando a precisão do manejo.
O Programa Solo Vivo do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) conta com a parceria do IFMT e da Fetagri/MT (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso).
A coordenadora do Laboratório de Análise de Solos do IFMT Campus Campo Novo do Parecis, Franciele Valadão, afirma que a saúde do solo impacta diretamente a qualidade dos alimentos produzidos, especialmente na agricultura familiar.
“Se temos um solo nutrido, teremos um capim nutrido, um boi nutrido, e isso chega à mesa da população”, pontuou.
A cartilha técnica que está em fase de desenvolvimento apresentará:
- Resultados das análises;
- Exigências de cada tipo de solo;
- Práticas capazes de recuperar áreas degradadas e transformá-las em ambientes produtivos.
O documento será utilizado como uma ferramenta estratégica para produtores, técnicos, pesquisadores e sociedade civil, ajudando a fortalecer a produção sustentável e a qualidade dos alimentos em Mato Grosso.
Ampliação do Solo Vivo
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou que o programa deve ser expandido para 32 novos assentamentos distribuídos em 32 municípios mato-grossenses, elevando o alcance das ações e proporcionando mais qualidade de vida às famílias beneficiadas.
Na primeira fase, o Solo Vivo já beneficiou aproximadamente mil famílias em 10 assentamentos, com investimentos de R$ 42,8 milhões. Em 2025, o programa coletou e analisou cerca de 1.620 amostras de solo.

O Solo Vivo, que compõe ciência, tecnologia e conhecimento local para recuperação da fertilidade dos solos, aumenta a renda das famílias e promove a permanência sustentável no campo. A base técnica permite a orientação do manejo adequado em cada área.
As análises conduzidas pelo IFMT, em laboratórios estruturados com recursos do Mapa e pelo software SolIF, são utilizadas como base técnica para a orientação de manejo adequado em cada área.
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