Vacinação contra febre aftosa será suspensa em MS, MT, DF e 4 estados

A vacinação contra a febre aftosa será suspensa em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e outras cinco unidades da federação a partir de novembro de 2022. Anúncio foi feito pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) neste sábado (30).

Rebanho; bovinos (Foto: iStock)
(Foto: iStock)

Com a medida, aproximadamente 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país. Além de MS e MT, a suspensão abrange Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Tocantins.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, explicou que essas unidades da federação vão terminar a vacinação em novembro, quando irão parar de vacinar, se preparando para mudar o status para livres de febre aftosa sem vacinação.

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA (Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa).

Para realizar a transição de status sanitário, os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no plano estratégico, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da OIE (Organização Mundial da Saúde Animal).

A meta é que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação até 2026.

De acordo com o Mapa, nesse momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados que terão a vacinação suspensa em 2022 e os demais estados que ainda vacinam no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional das unidades da federação como zona livre sem vacinação não será encaminhado para a OIE no próximo ano.

Para o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, a OIE exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses.

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

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