Apreendidos em loja, peixes transgênicos dão show de cores e inspiram aprendizado

Peixes da espécie tetra-monja estão no Bioparque Pantanal desde junho de 2025

Peixes ornamentais transgênicos, resgatados em Campo Grande, tornaram-se ferramenta de aprendizado para os visitantes do maior aquário de água doce do mundo, o Bioparque Pantanal.

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Peixe tetra-monja. (Foto: Divulgação)

O grupo de tetra-monja, espécie pantaneira conhecida como tetra-negro, foi geneticamente modificado para emitir fluorescência por meio da inserção de genes de anêmonas ou águas-vivas. Sob luz ultravioleta, os animais apresentam cores intensas e brilhantes, característica que os tornou alvo de contrabandistas.

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Os 18 exemplares foram resgatados pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) em uma loja de aquarismo da Capital, em junho de 2025.

No Brasil, a importação, a manutenção e a comercialização desses peixes transgênicos são proibidas por lei. Isso porque os animais não passaram por avaliação de risco ambiental e não possuem autorização da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

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Peixe tetra-monja. (Foto: Divulgação)

De acordo com o Bioparque, a presença desses peixes no Bioparque Pantanal permite discutir, de forma acessível ao público, temas como ética, engenharia genética, organismos geneticamente modificados, biossegurança e os potenciais impactos ambientais da introdução de espécies transgênicas na natureza.

Conforme especialistas, a soltura desses animais no meio ambiente pode causar desequilíbrios ecológicos, sobretudo porque os efeitos de organismos geneticamente modificados em ecossistemas naturais ainda não são totalmente conhecidos.

A manutenção e o comércio de peixes ornamentais geneticamente modificados são considerados infrações graves, com multas que variam de R$ 60 mil a R$ 500 mil. Já a liberação desses animais no meio ambiente é classificada como infração gravíssima, com penalidades que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

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