Arara-canindé pousa no braço de policial durante corrida em Jardim

Kaléu Freitas foi surpreendido pela arara durante o exercício; presidente do Instituto Arara-Azul faz alerta sobre o comportamento da ave

A corrida de Kaléu Freitas foi inusitada no último domingo (30), em Jardim, município a 224 quilômetros de Campo Grande. O policial foi surpreendido por uma arara-canindé que pousou no seu braço esquerdo durante o exercício. Assista abaixo ?

“Gente, Deus é bom demais. Eu tô aqui correndo meus 5 km e uma senhora me seguindo. Dá uma olhada aqui. Quem veio atrás de mim correndo? E quem parou nos meus braços? Deus é bom demais, pai. Bora, filha, correr?”, brinca o rapaz com a ave plena em seu braço. Ele continua o exercício e nada da arara ir embora.

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“O que eu faço com você agora, bicho?”, completa o policial. Segundo ele, a ave o seguia enquanto ele corria. Quando mostrou o braço pra ela. “Ela veio e parou”, conta sem acreditar.

POLICIAL E ARARA
Kaléu e a arara-canindé em seu braço durante corrida, em Jardim. (Foto: Reprodução)

Kaléu ainda gravou mais um vídeo com a arara no ombro dele. “O pior é que ela não quer descer”, diz rindo com a ave bem ao lado. “Meu Deus do céu, como tira uma arara da gente?”, indaga o policial. Logo em seguida, o animal vai embora. Confira abaixo:

“O animal é silvestre. Ela poderia arrancar minha orelha. Não encostei nela, deixei a arara tranquila. Me senti muito abençoado por Deus pela experiência. Sempre corro no mesmo local, voltei depois para ver se as araras estavam lá, mas não as achei”, finaliza à reportagem.

Alerta

A presidente do Instituto Arara-Azul e professora no programa de pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional em uma universidade particular de Campo Grande, Neiva Guedes, alerta sobre a ação da arara. Para a especialista, a forma com que ela pousou no rapaz não é normal da espécie.

“A arara deve ter sido domesticada. Provavelmente, a arara do vídeo foi cevada, que é quando as pessoas domesticam o bicho com comida. Uma arara livre na natureza não faria o que fez no vídeo”, destaca.

Neiva ainda pontua a atitude do policial. “O rapaz é do bem. Se não fosse uma pessoa do bem, poderia roubar a arara e traficar. Não recomendamos que amanse ou domestique animais silvestres, é errado”, conclui.

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