Armadilha fotográfica flagra filhotes de onça saltitantes em mata no Pantanal

Os vídeos mostram diversas espécies passando a centímetros da câmera instalada na mata, desde tamanduá-mirim, a onças, anta e queixada.

Imagens registradas por uma armadilha fotográfica revelam, de perto, o comportamento de diversos animais nas proximidades de uma pousada no Pantanal mato-grossense. Os flagras, divulgados pelo Instituto Impacto nesta terça-feira (19), mostram principalmente mães acompanhadas de seus filhotes.

O vídeo inicia com uma imagem que chama atenção: dois filhotes de onça-pintada aparecem saltitantes em meio à floresta, passando bem pertinho da armadilha fotográfica. Veja abaixo:

Armadilha fotográfica capta mães e filhotes em passeios no Pantanal. – Vídeo: Instituto Impacto

No compilado, os vínculos da maternidade animal na fauna pantaneira contém “altas doses de fofura”, como consta na legenda da publicação.

Após a passagem dos filhotes de onça, uma anta aparece caminhando tranquilamente enquanto olha algumas vezes para trás conferindo se o pequeno filhote, ainda com pelagem repleta de listras brancas, está acompanhando.

Filhote de anta flagrado passeando por trilha no Pantanal. - Foto: Instituto Impacto
Filhote de anta flagrado passeando por trilha no Pantanal. – Foto: Instituto Impacto

Uma mãe da espécie veado-mateiro surge na terceira imagem, também acompanhada pela pequena cria, ambos seguindo uma trilha em meio à mata.

A fofura aumenta quando um tamanduá-mirim aparece carregando o filhote nas costas, como se fosse uma mochila, sinônimo de proteção durante a caminhada noturna que faziam.

Tamanduá-mirim passa perto de armadilha fotográfica com 'mochila' de filhote nas costas. - Foto: Instituto Impacto
Tamanduá-mirim passa perto de armadilha fotográfica com ‘mochila’ de filhote nas costas. – Foto: Instituto Impacto

O vídeo também mostra outros animais como onça-parda, tamanduás-bandeira, família de queixadas, mão-pelada, quatis e gato-mourisco.

Importância das armadilhas fotográficas

Os registros de armadilhas fotográficas, ou câmeras trap, ajudam no mapeamento de fauna na região pantaneira e auxiliam nos processos de restauração e conservação ambiental, como explica o Instituto Impacto.

Base do trabalho do órgão, o monitoramento é feito de forma híbrida: além das câmeras, os avistamentos de animais também são feitos diretamente por moradores das regiões ou parceiros locais.

Câmeras trap instaladas por pesquisadores no Pantanal. - Foto: Instituto Impacto
Câmeras trap instaladas por pesquisadores no Pantanal. – Foto: Instituto Impacto

Estrategicamente posicionadas, as câmeras podem captar, por exemplo, a presença de predadores e outras espécies-chave, o que ajuda os pesquisadores a entenderem os deslocamentos, tamanho populacional, hábitos e relações dos animais com o ambiente.

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