Armadilhas fotográficas revelam os diferentes comportamentos das espécies no Pantanal

O tatu-canastra, sem saber, constrói verdadeiros "condomínios de luxo" no subsolo

Quem nunca teve curiosidade de saber o que os animais aprontam na floresta quando pensam que estão completamente sozinhos? No Pantanal, a vida selvagem segue um ritmo fascinante e, muitas vezes, surpreendente.

Câmeras trap revelam comportamento dos animais no Pantanal (Vídeo: ICAS)

Longe dos olhares humanos, os bichos mostram sua verdadeira essência: descansando preguiçoso sob o sol, o saborear de uma refeição sem pressa ou o explorar do ambiente com aquela curiosidade nata.

Esses momentos espontâneos, que normalmente passariam despercebidos aos olhos humanos, ganham vida graças às camera traps, famosas armadilhas fotográficas. De acordo com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), essas câmeras são ferramentas fundamentais para o trabalho de conservação, permitindo acompanhar as espécies de forma totalmente não invasiva.

Tatu-Canastra

Há mais de 15 anos, o projeto Tatu-Canastra utiliza essas câmeras para estudar o maior cascudo das matas no Pantanal e em outros biomas brasileiros. E foi justamente através desses registros que os pesquisadores conseguiram revelar um comportamento incrível: o tatu-canastra é um verdadeiro engenheiro do ecossistema.

Ao cavar suas enormes e profundas tocas para descansar, ele não está apenas garantindo o seu próprio teto. O tatu-canastra, sem saber, constrói verdadeiros “condomínios de luxo” no subsolo, criando abrigos que acabam sendo utilizados por centenas de outras espécies.

Câmeras trap revelam comportamentos da floresta (Foto: ICAS)

Quando o tatu “muda de endereço”, a casa antiga vira o refúgio perfeito para uma lista enorme de inquilinos que buscam proteção contra o calorão do dia ou o frio da noite.

O mais divertido é que muitos desses animais acabam sendo flagrados pelas próprias camera traps instaladas pelo projeto na entrada das tocas. É aí que a magia acontece e a tela se enche de leveza. 

Festa das espécies no Pantanal

Os pesquisadores já conseguiram observar cenas raras, engraçadas e fascinantes:

  • Tamanduás-bandeira e mirins dando uma espiada para ver se a toca está vazia;
  • Cachorros-do-mato e jaguatiricas usando o espaço para uma soneca segura;
  • Aves de todas as cores e até répteis aproveitando o frescor da terra cavada pelo tatu.
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Tamanduá preguiçoso (Foto: ICAS)

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