Arraia Fernanda Montenegro passa por exames no maior aquário de água doce do mundo
Celebridade no Bioparque Pantanal, a espécie recebe tratamento de especialistas que atuam no local
Assim como todos os outros moradores do Bioparque Pantanal, o maior aquário de água do mundo, as arraias também passam por exames para verificar as condições de saúde. O complexo aquático está localizado em Campo Grande (MS).
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Nesta terça-feira (28), a arraia Fernanda Montenegro e suas amigas foram atendidas por médicos veterinários. O processo faz parte da rotina das centenas de animais que vivem no local.
Além da preservação, o Bioparque também conta com a reprodução das espécies. Em 2024, a arraia Jussara deu à luz a 14 filhotes.
“No Bioparque Pantanal os animais são protagonistas de um trabalho técnico científico de excelência, que contribui para que as presentes e futuras gerações possam desfrutar das riquezas da nossa biodiversidade. O pulsar de novas vidas acontece diariamente em nossos tanques e aos olhos dos milhares de visitantes que passam por aqui”, explicou a diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri.
Atualmente, o aquário conta com mais de 450 espécies de animais, totalizando cerca de 30 mil exemplares de diversas regiões do Brasil e de outros países também.

Homenagem
As estrelas do cinema brasileiro que fizeram história no filme “Ainda estou aqui”, original GloboPlay, foram homenageadas no maior aquário de água doce do mundo. As arraias no Bioparque Pantanal receberam o nome das artistas premiadas, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.
A intenção do Bioparque foi homenagear o filme que garantiu o primeiro Oscar do Brasil, em quase 100 anos de premiação e também as vencedoras do Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama.
“Inspiradas nas grandes atrizes que marcaram gerações no cinema, essas arraias nos encantam com sua graça e presença única, transformando o nosso ambiente em um verdadeiro espetáculo digno de Oscar”, disse o aquário nas redes sociais.
Também da mesma família, as arraias “Fernandas” são irmãs e nativas da Amazônia. De acordo com De acordo com o biólogo Heriberto Gimenês Junior, elas moram em Campo Grande desde que o Bioparque abriu.
“Essas arraias são encontradas somente no rio Xingu, estão aqui para contemplar esse tanque, que é o tanque neotrópico”, comentou o biólogo
Ainda conforme o Gimenês, as duas são alimentadas na boca, com uma ração especial, por isso, os mergulhadores entram no aquário apenas para alimentar as duas. “Elas são um show a parte, porque tem essa cor bem particular, chamam atenção dos visitantes”.
As arraias
Comuns em águas costeiras rasas, como em mares e rios, as arraias passam a maior parte do tempo paradas, parcialmente enterradas na areia, movendo apenas com a maré.
A coloração ajuda a fugir de predadores. Os olhos se localizam no dorso, enquanto a boca, narinas e fendas braquiais são encontradas na barriga. As espécies podem conter espinhos venenosos, que para os seres humanos pode ser fatal.

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