As 6 feras aliadas da ciência na preservação da onça-pintada na Caatinga

Monitoramento é fundamental para compreender o uso do bioma e identificar regiões críticas para a sobrevivência da espécie

Símbolo do Pantanal, a onça-pintada também “reina” no semiárido brasileiro. A Caatinga também abriga a espécie e, assim como na maior planície alagável do planeta, no bioma marcado pela escassez das chuvas, a preservação dos felinos tem a ciência como aliada.

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Onça-pintada monitorada na Caatinga pelo CENAP. (Foto: Inaê Guion)

Conforme publicação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), desde 2014, o Centro de Pesquisa e o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, fazem o controle populacional das onças-pintadas que vivem no parque por meio de rádio-colares com tecnologia GPS e satélite.

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Graças ao monitoramento realizado de seis felinos, os pesquisadores conseguiram informações preciosas sobre o comportamento, os hábitos alimentares e demais características da espécie, que integram o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos.

Confira a publicação do CENAP sobre o trabalho de monitoramento aqui.

Lampião

A primeira onça monitorada foi Lampião, um macho adulto de coloração preta, capturado em 2014. Durante três meses, seu colar forneceu dados sobre o uso do espaço e seus padrões de movimento, conforme o CENAP.

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Lampião. (Foto: Daniel Kantek)

Corisco

Em 2015, os pesquisadores capturaram outro macho adulto, Corisco. Segundo o CENAP a partir dos dados do seu rádio-colar, o felino forneceu dez meses de dados contínuos, que aprofundaram o conhecimento sobre a movimentação da espécie no bioma.

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Corisco. (Foto: Gediendison Ribeiro de Araújo)

Niéde – a primeira fêmea

Niéde foi a primeira fêmea monitorada no projeto, capturada em 2022, segundo o CENAP. Seu colar transmitiu dados por cinco meses, complementados por registros de armadilhas fotográficas que a flagraram transportando um tatu-bola, uma evidência visual sobre seus hábitos alimentares.

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Niéde. (Foto: Acervo CENAP)

Painho

Painho foi capturado em 2023 e monitorado ao longo de onze meses pelo CENAP. Nesse período, forneceu dados sobre seu deslocamento tanto no interior do parque quanto em seu entorno.

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Painho. (Foto: Acervo CENAP)

Juá

Em 2024, o CENAP capturou o quarto macho adulto, batizado Juá. Por quase um ano, Juá também transmitiu dados que ampliaram o conhecimento sobre a movimentação da espécie no interior e no entorno do parque.

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Juá. (Foto: Acervo CENAP)

Marina

Marina foi a segunda fêmea capturada pelo projeto, em setembro de 2025. Ela continua fornecendo informações atuais e fundamentais sobre como a espécie utiliza os recursos da Caatinga.

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Marina. (Foto: Inaê Guion)

Conforme o CENAP, o monitoramento dos animais que vivem no Parque Nacional da Serra da Capivara permite acompanhar com precisão os deslocamentos e hábitos desses felinos em um bioma tão resiliente e complexo quanto a Caatinga.

“Os mapas gerados a partir dos dados revelam o território percorrido pelas onças, a chamada área de vida, e também as áreas nucleares, destacadas em cores mais sólidas, que indicam os locais onde elas permanecem por mais tempo. Essas informações são fundamentais para compreender o uso do ambiente e identificar regiões críticas para a sobrevivência da espécie.”

Cenap.

Segundo o CENAP, muito além de simplesmente localizar os indivíduos, os registros obtidos ajudam a apontar áreas com maior potencial de conflito com animais domésticos e orientam a criação de estratégias eficazes para a coexistência entre a fauna silvestre e as comunidades locais.

As informações são uma reprodução integral do material de comunicação do CENAP. O CENAP disponibiliza o Instagram @icmbiocenap, por onde o público tem acesso ao trabalho do órgão e também pode tirar dúvidas. Mais informações também pelo @icmbio.

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