Bombeiros resgatam tatu-galinha em Confresa; espécie é essencial para o equilíbrio do Cerrado

Ele se alimenta principalmente de formigas, cupins, larvas e besouros, mas pode incluir pequenos frutos e fungos em sua dieta.

Um resgate inusitado movimentou a Avenida Mato Grosso, em Confresa (MT), na tarde de segunda-feira (10). Um tatu-galinha, típico do Cerrado brasileiro, foi encontrado em situação de risco no bairro Jardim do Éden e precisou ser salvo por uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Por volta das 16h00, uma moradora percebeu o animal tentando atravessar a via movimentada e acionou os militares. A presença do tatu representava perigo tanto para ele quanto para pedestres e motoristas. Com o uso de técnicas adequadas de captura, os bombeiros garantiram a segurança do bicho e o levaram até uma área de mata, onde ele foi reintroduzido em seu habitat natural.

O tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) é uma das espécies mais conhecidas do Cerrado e desempenha um papel essencial no equilíbrio ecológico. Com cerca de 40 a 60 centímetros de corpo e até 45 centímetros de cauda, ele é facilmente reconhecido pela carapaça formada por placas ósseas e faixas móveis no dorso, daí o apelido de “tatu de nove bandas”. O nome popular “galinha” surgiu pela semelhança do sabor de sua carne com a de galinha e pelas pequenas cerdas nas patas, que lembram penas.

Tatu galinha
Bombeiros resgatam tatu-galinha em avenida de Confresa. Foto: Corpo de Bombeiros

Solitário e de hábitos noturnos, o tatu-galinha escava tocas profundas que servem de abrigo e ajudam na aeração e renovação do solo, atuando como um verdadeiro “engenheiro ambiental”. Ele se alimenta principalmente de formigas, cupins, larvas e besouros, mas pode incluir pequenos frutos e fungos em sua dieta.

Presente em praticamente todo o território brasileiro e também em países das Américas, o tatu-galinha é considerado uma espécie de ampla distribuição, adaptando-se a diversos ambientes. No entanto, o avanço urbano e o desmatamento têm aumentado os riscos de atropelamentos e da perda de habitat natural.

De acordo com pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie tem uma reprodução curiosa: a fêmea gera geralmente quatro filhotes idênticos entre si, resultado de um único óvulo.

Apesar de ser uma espécie relativamente comum, é importante lembrar que o tatu-galinha é um animal silvestre e não deve ser mantido em cativeiro.

Leia mais

  1. Boi que não arrota: inovação de pecuarista de MT ganha o mundo

  2. Fogo destrói casa de sargento da PM em Várzea Grande; colegas organizam vaquinha virtual

  3. Pitbulls soltos causam pânico e morte de cão em bairro de Campo Grande

Leia também em Animais!

  1. Jiboia sendo retirada de carro estacionado no Parque dos Poderes (Foto: WhatsApp)

    Jiboia desfila pelo Parque dos Poderes e faz carro de servidora de morada

    Uma jiboia movimentou o Parque dos Poderes ao dar um passeio nada...

  2. Cervo-do-pantanal queimado em incêndio é levado à Bahia após recuperação em MT. - Foto: SemaMT.

    Sema-MT realiza transferência de animais resgatados para tratamento na Bahia e em MS

    Cervo-do-pantanal e onça-parda passam por transferência após resgates no Pantanal...

  3. Registro impressiona após disputa entre onça-pintada e cachorro-do-mato

    Disputa entre onça-pintada e um cachorro-do-mato terminou na melhor para o felino,...

  4. Passarinho dá ‘rasante’ em macaco e impede roubo de ovos no Pantanal

    Vídeo mostra macaco-prego mexendo em ovos no ninho e sendo expulso por...

  5. Campanha de Natal une sabor e solidariedade para ajudar animais de MT

    Neste fim de ano, a Associação Tampatinhas, em Cuiabá lançou uma edição...