Caninana gigante: vídeo mostra cobra de 2 metros em caverna de Chapada
Guia com quase 10 anos de experiência fez o registro; biólogo explica hábitos e diz que apesar do tamanho a cobra não é peçonhenta.
Uma cobra caninana com dois metros de comprimento foi flagrada durante um passeio turístico no Tour das Cavernas, em Chapada dos Guimarães (MT). O registro em vídeo foi feito pela guia turística Joana Darc, que atua na região há quase 10 anos, e mostra o animal em deslocamento em área de visitação.
No vídeo é possível ver o tamanho da serpente, com dois metros de comprimento a imagem impressiona. o encontro aconteceu durante a condução de turistas em um dos roteiros turísticos de Chapada. Confira o vídeo completo abaixo:
Segundo Joana, a presença do animal foi recebida com entusiasmo pelos visitantes. “Ver qualquer animal na natureza é um presente, né? Fiquei muito feliz, e feliz pelos clientes”, relatou.
Mesmo acostumada com avistamentos de fauna silvestre ao longo da rotina de trabalho, ela afirma que o porte da serpente chamou atenção. “O tamanho surpreendeu, sim”, disse. As imagens destacam o comprimento e a agilidade da cobra, que é nativa da região.
Cobra gigante: ágil, arborícola e sem veneno
De acordo com o biólogo Gustavo Figueirôa, a caninana é uma das serpentes mais conhecidas do Brasil e também ocorre em vários países da América do Sul e da América Latina. “Ela é uma serpente muito ágil, esguia e com hábitos arborícolas, vivendo principalmente entre galhos de árvores”, explicou.

Segundo ele, trata-se de uma espécie de grande porte. “Um exemplar com dois metros já é grande, mas elas podem chegar a até 2,5 metros”, explica o biólogo. A dieta dessa epécie inclui, roedores, sapos e aves, o que ajuda no controle natural dessas populações.
Apesar do comportamento defensivo, o biólogo reforça que a espécie não é peçonhenta. “Ela é uma serpente áglifa, não possui dentes para inocular veneno e não oferece risco ao ser humano”.
Ele acrescenta que, quando se sente ameaçada, pode inflar a região do pescoço e simular investidas. “É uma forma de defesa para assustar. No geral, a tendência é fugir. É uma serpente lindíssima e um símbolo da nossa fauna”, concluiu Gustavo.
A orientação para visitantes é manter distância e nunca tentar tocar ou capturar animais silvestres durante trilhas e passeios.
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