Casos de leishmaniose em cães sobem 20,8% em Cuiabá

A cidade contabilizou 29 casos confirmados de leishmaniose visceral canina em janeiro de 2026, representando um aumento de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o boletim epidemiológico da Vigilância em Zoonoses.

Cuiabá registrou 29 casos confirmados de leishmaniose visceral canina em janeiro de 2026, um aumento de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo boletim epidemiológico da Vigilância em Zoonoses, produzido pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da Diretoria de Vigilância em Saúde (DIVISA) e e a Vigilância Epidemiológica de Cuiabá e divulgado nesta segunda-feira (23).

Apesar da alta entre os cães, não houve registro de casos humanos neste ano, de acordo com o relatório. A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito-palha, e os cães são considerados os principais reservatórios do parasita nas áreas urbanas.

leishmaniose
Leishmaniose visceral em cães pode evoluir e levar à morte se não tratada. – Foto: Ilustração

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o aumento dos casos em animais exige atenção da população, principalmente em bairros com presença de vegetação, matéria orgânica e animais domésticos expostos ao ambiente externo.

? Doença pode evoluir e levar à morte

A leishmaniose visceral é uma doença grave que pode causar emagrecimento, feridas na pele, aumento do fígado e do baço e, se não tratada, pode levar à morte. A transmissão ocorre por meio da picada do mosquito infectado, que se reproduz em locais com acúmulo de lixo, folhas e umidade.

? Medidas de prevenção

Entre as medidas recomendadas estão o uso de coleiras repelentes em cães, limpeza de quintais, eliminação de matéria orgânica, telas em janelas e portas e acompanhamento veterinário regular.

A Vigilância em Zoonoses também orienta que animais com sintomas suspeitos sejam avaliados por um médico veterinário e que a população evite a automedicação.

Leishmaniose canina em Cuiabá

Mosquito-palha
29

casos confirmados em 2026

Registros de leishmaniose visceral canina em janeiro, segundo boletim epidemiológico.

+20,8%

aumento em relação a 2025

Crescimento no número de casos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

0

casos humanos registrados

Até o momento, não houve confirmação da doença em pessoas em 2026.

Mosquito-palha

mosquito-palha

Inseto transmissor da leishmaniose, que se reproduz em matéria orgânica e ambientes úmidos.

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