Coleira é cortada e levanta suspeita de caça à onça-pintada em MS

Onça macho pesava cerca de 109 quilos e estava sendo monitorado há 218 dias

O desaparecimento de uma onça-pintada no Pantanal de Miranda – cidade a 207 quilômetros de Campo Grande – aflige pesquisadores que atuam na preservação da espécie, em Mato Grosso do Sul. A coleira com GPS usada no monitoramento do felino foi cortada e jogada em baixo de uma ponte na BR-262.

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Ocasião em que a coleira foi colocada no animal. (Foto: Reprocon/Instituto Onça-Pintada)

O equipamento foi encontrado no último dia 6 de janeiro, depois que os pesquisadores suspeitaram do tempo em que o localizador ficou imóvel. A coleira estava dentro de um saco plástico. De acordo com o veterinário do projeto Reprocon, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Gediendson Ribeiro de Araújo, a suspeita é de que o animal tem sido morto por caçadores.

O monitoramento do animal integrava o Projeto de Pesquisa e Conservação da Onça-Pintada no Pantanal, desenvolvido e realizado pelo Instituto Onca-Pintada e Reprocon com parceria da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

A onça-pintada, de vida livre, era um macho adulto que pesava aproximadamente 109 quilos e vivia na região do Morro do Azeite. Fotos de arquivo da ONG (Organização Não Governamental), mostram o dia em que o animal foi resgatado para a colocação da coleira.

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Coleira que foi arrancada do animal. (Foto: Foto: Reprocon/Instituto Onça-Pintada)

Durante os 218 dias em que foi monitorado o felino percorreu mais de 630 quilômetros no território dele às margens do rio Miranda.

“Essa é a quarta onça-pintada monitorada pelas instituições que foi morta. Outras duas foram envenenadas em 2021 enquanto comiam uma carcaça de vaca. Um boletim de ocorrência foi feito na Polícia Civil e aguardamos investigação sobre o caso. Infelizmente onças-pintadas continuam sendo mortas no Pantanal”, denuncia o Instituto Onça-Pintada.

O desaparecimento da onça-pintada foi denunciado na 5ª DP (Delegacia de Polícia Civil) de Campo Grande.

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Ocasião em que a coleira foi colocada no animal. (Foto: Reprocon/Instituto Onça-Pintada)

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