Como está Tedy? Cachorro queimado em petshop se recupera e reage ao tratamento
Veterinários tratam Tedy para eliminar pele queimada e regenerar tecidos.
O cachorro Tedy, que sofreu queimaduras graves durante um banho e tosa em um pet shop irregular em Cuiabá, tem reagido bem ao tratamento médico e está em processo de regeneração da pele machucada. Os tecidos que sofreram necrose estão caindo após reação ao tratamento com uso de laser. Ele permanece internado há 21 dias.
As informações são de Maria Lucilene, tutora de Tedy. Segundo ela, o tratamento deve levar ao menos um mês e também deve ser monitorado após a queda total dos tecidos, para evitar risco de infecção.
Além disso, Tedy tem se alimentado bem e consegue ficar em pé e caminhar por algum tempo.

De acordo com a tutora, ainda são aguardados resultados de exames para avaliar melhor a situação do fígado do cão, mas segundo veterinários o quadro clínico apresentou melhora. “
Agora só o exame mesmo que vai concluir essa resposta que queremos saber sobre o fígado dele. Os rins, por exemplo, estão bem”, menciona Maria.
Confira vídeo da recuperação do animal.
Relembre a cronologia do caso
No dia 13 de maio deste ano o cachorro Tedy, de 6 anos, foi levado a um pet shop para um banho e tosa, em Cuiabá. No entanto, ao retornar do procedimento, a dona percebeu que o cão estava com queimaduras de segundo grau pelo corpo e passava mal.
A tutora do animal, Maria Lucilene Silva Barros, denunciou o caso à Polícia Civil, que passou a investigar o local. Desde então o animal está internado e sem previsão de alta hospitalar.
Dois dias depois, no dia 15, Tedy começou a apresentar áreas de inchaço próximas às queimaduras. No dia 16, o quadro começou a ficar mais crítico. Os edemas aumentaram e foram para a região do pescoço.
🐶💛 Linha do tempo do caso Tedy
A evolução do quadro clínico de Tedy após sofrer queimaduras durante um banho e tosa em Cuiabá.
Banho que terminou em internação
Tedy foi levado ao pet shop para banho e tosa. Ao voltar para casa, a tutora percebeu queimaduras de segundo grau pelo corpo e sinais de mal-estar. O caso foi denunciado à Polícia Civil.
Primeiros sinais de agravamento
O cachorro começou a apresentar inchaços próximos às áreas queimadas.
Quadro se torna mais crítico
Os edemas aumentaram e passaram a atingir a região do pescoço.
Estado grave
Com pouca resposta ao tratamento, Tedy precisou de sedativos. Os inchaços aumentaram significativamente e houve acúmulo de líquidos no organismo.
Primeira melhora
O boletim médico apontou reação positiva. Apesar das dores intensas, os profissionais reajustaram a medicação e monitoraram os rins.
Desdobramento da investigação
A proprietária do pet shop foi presa em flagrante por suspeita de fraude processual, mas foi liberada após pagamento de fiança.
Tedy volta a ficar em pé
Pela primeira vez desde a internação, o cachorro conseguiu se levantar. Os exames melhoraram, ele voltou a se alimentar e ficou mais ativo.
Alerta aos tutores
O CRMV-MT orientou a população a exigir transparência dos pet shops e verificar a presença de um Responsável Técnico médico-veterinário.
Novo tratamento
Tedy iniciou sessões de laser para eliminar tecidos necrosados das queimaduras e também passou a tratar sequelas no fígado.
Já no dia 17, ele apresentou pouca resposta ao tratamento, precisando até de sedativos para conseguir alguma estabilidade. O cachorro permanecia deitado o tempo todo e apresentou aumento significativo dos inchaços, o que também provocou ganho de peso causado pelo acúmulo de líquidos.
Boletim médico divulgado no dia 19 apontou reação positiva, o animal começou a sentir mais dores por causa das queimaduras espalhadas pelo corpo. A equipe médica precisou reajustar a dose dos analgésicos e monitorar os rins, que estavam afetados.
Já no dia 20, a dona do pet shop investigado, uma mulher de 45 anos, foi presa em flagrante pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) por suspeita de fraude processual após a investigação apontar que equipamentos que deveriam passar por perícia foram retirados do estabelecimento antes da chegada da polícia.
No entanto, ela foi solta horas depois após pagar fiança no valor de R$ 4,8 mil, que equivale a três salários mínimos.
No dia 21 de maio cachorro Tedy ficou em pé pela primeira vez desde a internação. Apesar de continuar em estado grave, o cachorro apresentou melhora nos exames de sangue, voltou a se alimentar e estava mais ativo.
No dia 23 o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT) emitiu orientação para que os responsáveis pelos animais exijam transparência dos estabelecimentos pet shop e verifiquem o local possui um Responsável Técnico (RT) médico veterinário a serviço.
Já no dia 29 de maio Tedy começou tratamento com uso de laser para eliminar tecidos necrosados das queimaduras e e realiza tratamento para sequelas no fígado.
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