Conheça a jararaca-ilhoa, espécie mortal que habita o Brasil
A ilha de Queimada Grande no interior paulista é uma extensão de terra muito perigosa porque lá é território de uma espécie endêmica de serpente: a jararaca-ilhoa que pode matar um homem adulto em apenas 6 horas com sua peçonha
A pequena ilha de Queimada Grande no litoral paulista é considerada por muitos marinheiros e cientistas como a ilha mais perigosa do mundo. Isso acontece porque lá é o território da jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), uma espécie venenosa capaz de matar um homem adulto em 6 horas.

Segundo o biólogo especialista em cobras e serpentes Henrique Abrahão Charles existem muitos mitos em torno dessa espécie por ela ser endêmica da região.
“A história da jararaca-ilhoa está rodeada de mitos, um dos mais comuns é que se tem 5 serpentes por metro quadrado na ilha de Queimada Grande. Calma! A espécie por existir somente nessa região está entrando em extinção devido a biopirataria, então não é bem assim”, afirma o pesquisador.

Um dos exemplos citados pelo professor de biopirataria, diz respeito a reprodução do animal. Segundo Henrique, já foram vistos criadouros ilegais da jararaca-ilhoa até na Alemanha.
“Elas não são muito agressivas tem diferenciações de outras jararacas que atraem piratas e o contrabando. Foi constatado intersexo em algumas serpentes, além disso, as fêmeas tendem a ser arborícolas. Os machos da jararaca-ilhoa comem centopeias e lagartas por serem mais terrestres, as fêmeas tenderiam aos ambientes arbóreos, se alimentando inclusive de pássaros migratórios “, afirma.

Apesar de serem uma espécie que gera grande curiosidade, a visitação na ilha onde vivem as jararacas-ilhoa não é permitida, e a sua segurança é realizada pela Marinha do Brasil.
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