Corredor da Onça: espaço reúne cerca de 5 mil onças-pintadas de diversas regiões do Brasil
Área entre Amazônia e Cerrado preserva a espécie do maior felino das américas e reúne diferentes grupos de onças-pintadas espalhadas pelo país
Com 3 mil km de extensão, o Corredor da Onça, às margens do Rio Araguaia, que está entre a Amazônia e o Cerrado, é o refúgio para aproximadamente cinco mil onças-pintadas.

O espaço busca preservar a espécie do maior felino das américas e reúne diferentes grupos de onças espalhadas pelo país, conforme o Instituto Onça-Pintada, que atua no monitoramento desses animais.
Historicamente, a distribuição da onça-pintada se estendia dos Estados Unidos até o sudeste da Argentina, mas, devido à mudança do habitat e a caça, a espécie perdeu mais de 50% da sua distribuição original.

Considerados animais solitários, as onças se encontram quando estão em período de acasalamento, por isso a importância do “Corredor da onça”. Apesar de o animal estarem espalhados pelo país, é muito importante a cruza dos diferentes grupos para evitar problemas reprodutivos com o acasalamento entre parentes.
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Com isso, o Rio Araguaia que nasce no sudoeste de Goiás, passa por Mato Grosso, Pará e Tocantins aonde se liga ao Rio Tocantins que passa pelo Maranhão, para que assim desaguar no mar, ajuda na locomoção da onça em diferentes regiões do Brasil.
Para se ter uma noção, rio cobre uma área de 13 milhões de hectares, com 57 áreas protegidas e 134 mil áreas rurais e, atualmente, é estimado que 5 mil onças vivem nos limites do Araguaia.
No entanto, o corredor depende do cumprimento do Código Florestal e da Lei de Proteção à Fauna. Segundo Leandro Silveira, fundador da IOP (Instituto Onça-Pintada) que busca a conservação da espécie, afirmou que a legislação ambiental deve ser cumprida a risca para que o corredor funcione, por meio da agricultura e pecuária mais sustentáveis.
Neste dia 29 de novembro comemora-se o Dia Internacional da Onça-Pintada. Desde então, novembro se tornou o mês de celebração do felino que reina no Pantanal, promovendo a reflexão sobre a importância do animal para o ecossistema.
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