Dá dinheiro e tem demanda: conheça a profissão de manicure de cavalo
Cuidado com os cascos dos animais, além da estética, garante o bem estar dos cavalos
Você já ouviu falar em manicure de cavalos? Parece até brincadeira, mas existe! Na semana em que é comemorado o Dia dos Animais, saiba mais sobre essa profissão.

Para entender o ofício, é preciso voltar um pouco ao passado. Antigamente, o comércio no Brasil era movido no lombo de animais. Então, havia um cuidado com os cascos e as cidades tinham vários ferradores. Em Cuiabá, por exemplo, as carroças tomavam conta das ruas e claro que eram puxadas por animais.
Agora imagine: eram hospitais, bombeiros, polícia, serviços de logística de uma cidade inteira movidos no lombo de burros e cavalos. A partir do momento que isso foi sendo substituído pela mecânica, como caminhão e trator, foi diminuindo o trabalho desses animais.
Com isso, hoje os cavalos são mais concentrados em jóqueis clubes, hípicas e haras. Agora, não é mais o cavaleiro que leva o cavalo ao ferrador, é o ferrador que vai até o cavalo.
A manicure de cavalo é uma brincadeira dedicada aos ferradores de atualmente que fazem um trabalho bem diferente do que era feito antes. Um deles é o médico-veterinário Edison Pagoto, que tem especialização na área.

“Toda parte de vida deles é intimamente relacionada ao casco. Então, todo o processo de cuidado a casco está relacionado à vida íntima deles”, diz o veterinário.
A técnica não faz o cavalo correr mais. Na realidade, mostra a personalidade do dono do animal, frisou o veterinário.
Segundo Pagoto, hoje em dia existem até ferraduras coloridas de alumínio para os animais. Apesar de parecer somente estético, o ferrageamento é para o bem-estar animal.
“Isso vai trazer uma longevidade esportiva e até de vida do animal, porque você está cuidando e balanceando o casco”, diz.
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O médico ainda critica os carroceiros que usam os animais sem o devido cuidado, com o carregamento de peso excessivo, sem ferradura ou com arreamento errado.
Demanda grande
Hoje em dia se tem uma demanda muito grande de animais de esporte. Pagoto cobra, em média, de R$ 150 a R$ 200 para ferrar um cavalo. Ele atende cerca de 100 cavalos ao mês.
Como se tornar um ferrador de cavalo?
Pagoto explica que o ferrador de cavalo não precisa ser necessariamente um veterinário. No entanto, é preciso passar por um processo de capacitação com cursos específicos da área.
“Você tem que aprender a parte de anatomia, fisiologia, biomecânica”.
O Senar Mato Grosso oferece dois treinamentos: um de casqueamento preventivo de bovinos e outro de casqueamento e ferrageamento de equídeos. Os cursos têm carga horária de 40 horas e são gratuitos. Para se matricular, basta procurar o Sindicato Rural da sua cidade.
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