De anta não tem nada: as curiosidades sobre o maior mamífero terrestre da América do Sul
Apesar de sua força, a espécie é classificada como "vulnerável"
Nesta segunda-feira, 27 de abril, o calendário ambiental dedica atenção especial a um dos animais mais emblemáticos e essenciais da nossa fauna: a anta brasileira. Para celebrar a data o Primeira Página, selecionou registros encantadores capturados nas diversas bases do projeto Onçafari Brasil afora, reforçando a importância de manter essa espécie livre e protegida.
Muito mais que um animal imponente, a anta é considerada a “jardineira das florestas”. Sua dieta herbívora é composta por até nove quilos diários de vegetação e frutos. Ao consumir sementes grandes e percorrer longas distâncias, seu trato digestivo as prepara para a germinação, tornando o mamífero o maior reflorestador natural do país.
“As antas não apenas caminham entre árvores, elas ‘costuram’ os ecossistemas com sua presença”, destaca a Onçafari.

A anta brasileira é o maior mamífero terrestre da América do Sul, podendo atingir 300 kg e 2 metros de comprimento. Ela faz parte de um grupo seleto de quatro espécies espalhadas pelo mundo, sendo brasileira, da montanha, centro-americana e asiática.
Em Mato Grosso do Sul, a espécie encontrou um refúgio seguro no Projeto Tapirapé, sediado no Refúgio Ecológico Caiman, onde pesquisadores desvendam os mistérios do comportamento deste animal desde 2021.
O desafio da sobrevivência
Apesar de sua força, a espécie é classificada como “vulnerável”. As principais ameaças incluem o desmatamento e a fragmentação de seus habitats. Um dado alarmante do Incab-IPÊ revela que, no estado, cerca de 100 antas são atropeladas por ano nas rodovias estaduais, evidenciando a urgência de medidas de proteção viária.
Curiosidades sobre a anta
Dispersora de vida
Sua capacidade de regenerar matas é única. Sem a anta, muitas espécies de árvores com sementes grandes poderiam desaparecer, pois dependem dela para serem “plantadas” em novas áreas.
Atleta aquática
Não se engane pelo porte robusto: a anta é uma excelente nadadora. Ela utiliza rios e lagos para se refrescar, fugir de predadores, encontrar alimento e atravessar diferentes áreas da floresta.
Um “fóssil vivo”
A anta é uma sobrevivente da pré-história. Seus ancestrais habitam a Terra desde a Era Cenozóica, e sua aparência física mudou muito pouco ao longo de milhões de anos.
Estilo de vida reservado
São animais solitários que marcam território com urina. O contato social ocorre basicamente na reprodução. Uma curiosidade fofa: os filhotes nascem com listras brancas e marrons, uma camuflagem natural que desaparece conforme crescem.
Alerta de conservação
A expansão urbana e a caça ilegal, somadas aos atropelamentos, colocam a espécie em risco constante. Celebrar o Dia Mundial da Anta é, acima de tudo, um compromisso com a preservação do equilíbrio ambiental brasileiro.
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