Dias após atacar cachorro, onça-pintada volta a rondar casa e fica a poucos metros de moradores no Pantanal; veja vídeo

Desde junho, esta é a quarta vez que moradores da região registram uma onça-pintada nas proximidades das casas.

Moradores de Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, voltaram a ficar apreensivos após uma onça-pintada aparecer no quintal de uma casa e tentar atacar um cachorro, na noite desta sexta-feira (21).

O felino chegou a ficar a poucos metros dos moradores, em uma região próxima à rodovia Ramon Gomes, que liga a cidade à fronteira com a Bolívia. Assista:

Onça-pintada tentou atacar cachorro no quintal de casa em Corumbá, no Pantanal. (Crédito: Câmera de segurança/Gerson de Souza Alves)

Desde junho, esta é a quarta vez que moradores da região registram uma onça-pintada nas proximidades das casas. O local também fica perto de uma escola, de uma área de acesso à Bolívia e de um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o que aumenta a movimentação de pessoas na região.

No dia 9, no mesmo endereço, uma onça-pintada atacou um cachorro da família. Na data, Gerson de Souza Alves contou ao Primeira Página que a família tinha acabado de chegar de uma festa da igreja.

A onça-pintada vem se rastejando, já com o instinto de caça, passa por debaixo de uma cerca e ataca o cachorro. Outros animais percebem, correm, mas a pintada é mais rápida e carrega o cão para a mata. O ataque é percebido pela família, que não aparece no vídeo, mas que se desespera com a proximidade do felino. Assista:

Onça-pintada atacou cachorro no quintal de casa minutos após família chegar de festa em Corumbá, no Pantanal. (Crédito: Câmera de segurança/Gerson de Souza Alves)

Onça-pintada é frequente na região

A presença de onçapintada em áreas próximas à cidade tem se tornado mais frequente e já interfere na rotina dos moradores. Em maio, uma onça-pintada que circulava pela região do Dom Bosco e do Mirante da Capivara foi capturada após matar uma cachorra. O animal recebeu o nome de Corumbella e foi posteriormente levado para uma área remota da Serra do Amolar, onde passou a ser monitorada.

A operação de captura contou com uma força-tarefa do Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, formado por diferentes instituições e pesquisadores. A ação também teve apoio de uma aeronave do Exército, utilizada para transportar o animal com segurança até o local de soltura.

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