Do crime à atração: os peixes fluorescentes que agora iluminam o Bioparque Pantanal
Exemplares foram geneticamente modificados
O brilho das cores vibrantes saltam os olhos, mas tamanha beleza teve um custo alto aos 18 peixinhos que agora habitam o Bioparque Pantanal. Oriundos da espécie treta-monja, os exemplares foram enviados à Ásia para serem geneticamente modificados, ganhando as novas características.
O intuito era a comercialização dos bichinhos com a “nova roupagem”. Ocorre que a venda de peixes da espécie é ilegal e, por isso, o Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) apreendeu o grupo em uma loja de aquarismo de Campo Grande.
Com a mudança pela qual passaram, os bichinhos não podem retornar à natureza.

“O fato deles poderem cair na natureza, deles serem soltos na nossa natureza, eles podem causar um impacto genético muito significativo nas espécies naturais, nas populações naturais dessa espécie, que é o tetra-negro, então, isso pode prejudicar a longo prazo não só ele como muitas espécies no ambiente natural”, explicou o biólogo Heriberto Gimenes Júnior.
O profissional conta que para dar aos animais as cores vibrantes e fluorescentes, os asiáticos utilizaram os genes de águas-vivas e corais.

Apesar de tanta beleza, tanto a comercialização da espécie quanto soltá-los modificados na natureza são crimes graves que podem acarretar multa de R$ 1,5 milhão. Por isso, após a apreensão, ocorrida em julho passado, a decisão foi por colocá-los no maior aquário de água doce do mundo.

Hoje, o Bioparque é um espaço consolidado na parte de educação ambiental, então, trazer essa espécie, colocar essa espécie na exposição, ela é importante justamente pra evidenciar pra população, principalmente pros jovens, pras crianças, que querem ter um aquário em casa, saber que não podem comprar espécies que são proibidas pelas legislações.

Confira aqui o horário de funcionamento e como agendar visitas no Bioparque Pantanal.
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