Elefanta Kenya apresenta problemas nas articulações devido período em cativeiro
Kenya começou a apresentar um estalido em uma das patas, que evoluiu para um estalo alto, além de problemas de respiração.
A elefanta Kenya, de 44 anos, passou a apresentar problemas nas articulações da pata dianteira direita, nesta semana. A informação foi divulgada neste sábado (13) pelo Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães (MT).
Kenya começou a apresentar um estalido na pata, que evoluiu para um estalo alto. Segundo o santuário, isso já havia sido observado em elefantes africanos em cativeiro e é muito difícil de manejar. O problema, geralmente, é causado devido décadas em superfícies compactas, resultando em danos significativos nas articulações e osteoartrite, uma das principais causas de morte em elefantes cativos.

“Algumas manhãs atrás, percebemos que a respiração de Kenya parecia um pouco diferente. Como elefantes costumam mascarar doenças, iniciamos imediatamente injeções de antibiótico. Ontem, parecia que as coisas estavam melhorando: sua energia estava mais alta, sua respiração havia melhorado, ela comeu muito bem e o nível de ansiedade de todos diminuiu um pouco. Mas, nesta manhã, ela parecia um pouco pior”, diz trecho da publicação nas redes sociais.
Ainda conforme o SEB, a possibilidade da respiração estar relacionada à dor foi discutida com grupo de veterinários e outros especialistas, mas, por segurança, a condição está sendo tratada inicialmente como problema respiratório.
Kenya tem recebido os antibióticos e outros medicamentos respiratórios e, segundo a equipe do santuário, tem colaborado muito bem.
Próximo exames
O santuário informou que os exames de sangue de algumas semanas atrás estavam bons muito bons para a idade da elefanta. Antes de identificarem o problema, ela já estava tomando anti-inflamatórios não esteroidais e medicamentos para dor, mas foi acrescentado o tratamento com laser foi ao protocolo, além de estar agendada uma sessão de acupuntura.
Os tratamentos e discussões para qualidade de vida da Kenya continuarão e um novo exame de sangue será realizado para verificar alguma mudança significativa.
Quem é Kenya

A elefanta Kenya chegou ao santuário em julho deste ano, após deixar o Ecoparque de Mendoza, na Argentina. Depois de anos em cativeiro, ela viajou durante quatro dias até o novo lar.
Kenya passou praticamente toda a vida confinada no antigo Zoológico de Mendoza, na Argentina. Vivendo sozinha em um recinto árido e decorado com pinturas de elefantes, ela foi privada do convívio com outros da sua espécie e do contato com a natureza. Seu espaço era um semicírculo de terra batida, longe do que seria um ambiente adequado para seu bem-estar físico e emocional.
Ela foi a segunda elefanta africana a integrar a manada que vive sob cuidados do santuário. A primeira foi Pupy, que infelizmente morreu em outubro, depois de seis meses vivendo no local.
O SEB é o único santuário de elefantes da América Latina e recebe animais resgatados de circos, zoológicos e outros espaços de confinamento.
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