Entre dor e cuidado, cãozinho amputado renasce após ser atropelado
Groot sobreviveu a um trágico acidente e transformou a vida de Glenda, que o acolheu
Um encontro inesperado mudou para sempre a vida de Glenda Patrícia Bueno Barros. A monitora de cães voltava para casa, em Campo Grande, quando viu um filhote atropelado e agonizando no asfalto. no bairro Nova Lima. A cena fez com que ela parasse o carro sem pensar duas vezes.

A cena jamais sairá de sua memória. “Ele estava com a patinha esmagada, os ossos para fora. Não consegui ignorar, fingir que não vi”, lembra. Naquele momento, ela pediu uma caixa emprestada em um bar próximo, colocou o pequeno ferido dentro e saiu em busca de ajuda.
O desespero era tanto que, durante o trajeto, Glenda começou a cantar músicas de ninar para acalmar o animal. O gesto criou um vínculo eterno entre humano e animal.
“Cada vez que eu parava de cantar, ele gritava de dor. Quando eu voltava a cantar, ele ficava quietinho, como se fosse minha voz falando com ele”, conta, emocionada.
O filhote chegou à clínica veterinária à beira do colapso, por conta da perda de sangue. A solução seria amputar a pata. Glenda pediu ajuda a amigos e colegas, que se mobilizaram e ajudaram nos custos da cirurgia e da internação. Com tantos cuidados, o pet ganhou um novo nome: Groot.
Veja vídeos do pequeno todo feliz depois de tanto cuidado:
A recuperação foi lenta, durando meses, pois os pontos reabriam, pois o pet era tão danado que sempre fuçava na pata quando ficava sozinho. Por isso, a ferida precisava ser refeita, e Glenda precisou de paciência e dedicação. Groot, então, passou a alternar entre a clínica e a casa dela, até se adaptar por completo à nova vida. Foram de seis a oito meses para a patinha fechar por completo.

Nesse processo, ele também conquistou o coração dos outros moradores da casa: Urso, um cachorro também resgatado, e Iodinha, uma idosa da família que já partiu. “Hoje eles são irmãos lindos, muito companheiros”, diz Glenda.
O cachorro que um dia lutou para sobreviver hoje é sinônimo de alegria dentro de casa. “Ele é um doce, um companheiro maravilhoso, a sombra da gente. O olhar de amor e gratidão dele é imenso, notável, muito sorridente”, descreve Glenda, emocionada sempre que fala do cãozinho.
Para ela, que sempre atuou em resgates de animais, a história com Groot foi transformadora. Como ela mesmo diz, foi um encontro que iniciou em 14 de março de 2023 e que dura até hoje.

“Existe uma Glenda antes e uma depois. Eu sempre digo que eles me salvam. Me salvaram e me salvam de tudo.” Do atropelamento ao lar cheio de amor, Groot não apenas sobreviveu: se tornou símbolo de gratidão.
“Tem uma amiga que fala que ele é sorridente igual a mim, e é um orgulho. Um orgulho muito grande. Com certeza, eu sou muito melhor por ter meus filhos comigo. Eu sou muito mais feliz, sou muito mais completa também.”
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