Gripe aviária: Indea vistoria 4,4 mil aves e encerra vigilância em Cuiabá
Monitoramento ocorreu após confirmação do vírus da gripe aviária em aves domésticas em uma propriedade rural de Cuiabá.
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) encerrou a vigilância sanitária realizada após a confirmação de gripe aviária em uma propriedade rural de Cuiabá, no final do mês passado. Durante o monitoramento, equipes vistoriaram áreas no entorno do foco e, segundo o órgão, não foram identificados novos casos da doença.
O foco foi identificado no dia 23 de dezembro em uma propriedade rural com aves domésticas de subsistência, após confirmação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

No período, o Indea aplicou os protocolos sanitários previstos para conter a propagação do vírus. Segundo o órgão, o foco foi registrado fora das áreas de produção avícola industrial e não interfere na atividade comercial nem na cadeia produtiva do setor.
As ações incluíram a instalação de barreira sanitária, restrição de circulação de pessoas e veículos, monitoramento de propriedades no entorno, além do abate sanitário das aves afetadas e da desinfecção completa das instalações, conforme as normas nacionais de defesa sanitária animal.
Vigilância intensiva e números da operação
Segundo o órgão, entre os dias 23 e 28 de dezembro, as equipes percorreram 144 propriedades rurais e vistoriaram clinicamente 4.472 aves na zona de vigilância. No local do foco, 182 aves foram abatidas de forma sanitária e 62 ovos destruídos, como medida preventiva.
A área passou por limpeza e desinfecção integral, incluindo o uso de desinfetantes e técnicas específicas de eliminação do vírus. Na barreira sanitária, 37 veículos foram fiscalizados e desinfetados para evitar qualquer risco de disseminação.
Ao todo, 38 servidores do Indea, entre médicos veterinários, engenheiros agrônomos e agentes fiscais, atuaram diretamente na operação. Atualmente, a propriedade permanece sob monitoramento e em período de vazio sanitário, ficando impedida de manter aves domésticas por 28 dias.
O Indea reforça que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango ou ovos e que a atividade avícola em Mato Grosso segue normalmente, sem impactos para a produção ou para o mercado.
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