Lêmure-grande-do-bambu: uma das espécies mais ameaçadas do planeta ganha filhote; veja vídeo
Vídeo registrado em um zoológico da França mostra os primeiros dias de vida de um filhote de lêmure-grande-do-bambu, primata de Madagascar considerado criticamente ameaçado de extinção.
Um filhote de lêmure-grande-do-bambu (Prolemur simus) tem chamado a atenção após aparecer em um vídeo registrado em um zoológico da França. As imagens mostram o pequeno primata agarrado à mãe enquanto explora o ambiente sob proteção constante, uma cena considerada importante para a conservação de uma das espécies mais ameaçadas do planeta. Assista abaixo.
O filhote nasceu no dia 6 de maio e ainda não teve o sexo identificado pelos especialistas. Nativo de Madagascar, o lêmure-grande-do-bambu é classificado como Criticamente Ameaçado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 1996. Segundo a New England Primate Conservancy, a população da espécie vem sofrendo forte pressão devido à caça e à destruição acelerada de seu habitat natural.
Além de serem capturados para alimentação com o uso de estilingues, lanças e armadilhas, esses primatas enfrentam a perda contínua das florestas onde vivem. A expansão agrícola por meio da técnica de corte e queima, a exploração ilegal de madeira, a mineração, as plantações industriais e o corte de bambu reduziram drasticamente as áreas disponíveis para a espécie. Entre 1973 e 2014, Madagascar perdeu cerca de 37% de sua cobertura florestal, transformando antigas áreas contínuas de mata em fragmentos isolados.

O lêmure-grande-do-bambu é considerado um primata de porte médio. Os machos pesam, em média, 2,75 quilos, enquanto as fêmeas chegam a cerca de 2,61 quilos. O corpo mede entre 40 e 45 centímetros de comprimento, acompanhado por uma cauda que pode atingir até 48 centímetros.
Entre as curiosidades mais impressionantes está a alimentação. Cerca de 95% da dieta da espécie é composta por bambu. Os animais também são catemerais, característica que faz com que permaneçam ativos tanto durante o dia quanto à noite ao longo de todo o ano.
A reprodução ocorre entre abril e junho. Após um período de gestação estimado em 150 dias, as fêmeas normalmente deixam temporariamente o grupo para dar à luz. Na maioria dos casos nasce apenas um filhote, enquanto gêmeos são considerados extremamente raros. Os nascimentos costumam ocorrer entre outubro e novembro.

A duração média de uma geração é estimada em 10 anos. Embora a expectativa de vida na natureza não seja conhecida com precisão, o exemplar mais velho já registrado em cativeiro viveu até os 24 anos.
Por isso, o nascimento de cada filhote representa uma esperança extra para a sobrevivência da espécie. Em um cenário de declínio populacional e perda contínua de habitat, registros como o feito no zoológico francês ajudam a chamar a atenção para a conservação de um dos primatas mais raros de Madagascar.
Recentemente, outro caso chamou atenção de conservacionistas e apaixonados por animais em todo o mundo. Quatro filhotes de lêmure-de-colar-vermelho nasceram em um zoológico da Inglaterra. A espécie também é considerada criticamente ameaçada.

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