Mãe bugio é vista com filhote em árvore pelada após queimadas no Pantanal
Uma fotografia registrada no Pantanal em Mato Grosso revela mais do que uma cena de afeto entre mãe e filhote. A imagem mostra também os impactos silenciosos que anos de queimadas têm causado na vida dos primatas que vivem na região. Na foto, uma fêmea de macaco-bugio aparece carregando seu filhote enquanto se desloca pela […]
Uma fotografia registrada no Pantanal em Mato Grosso revela mais do que uma cena de afeto entre mãe e filhote. A imagem mostra também os impactos silenciosos que anos de queimadas têm causado na vida dos primatas que vivem na região.
Na foto, uma fêmea de macaco-bugio aparece carregando seu filhote enquanto se desloca pela vegetação. A cena representa uma realidade cada vez mais comum no bioma: áreas com menos árvores e cobertura vegetal reduzida, consequência de incêndios recorrentes que atingiram o Pantanal nos últimos anos.
Com a vegetação menos densa, os primatas enfrentam mais dificuldades para se locomover entre as árvores e encontrar alimento. O deslocamento, que normalmente acontece pelo alto da copa das árvores, passa a exigir mais esforço e exposição.

Nos primeiros meses de vida, os filhotes de bugio dependem quase totalmente das mães. Durante cerca de seis meses, eles permanecem agarrados ao corpo da fêmea, enquanto aprendem a se mover pela floresta. A dependência pode se estender por até um ano, período em que os pequenos observam e imitam os adultos para aprender a se alimentar e sobreviver.
Especialistas explicam que a presença de árvores conectadas é essencial para esses animais. Quando o ambiente perde densidade, as rotas naturais de deslocamento ficam fragmentadas, aumentando riscos e reduzindo as áreas de alimentação.
Apesar do cenário desafiador, há sinais de esperança. O ano de 2025 foi um dos primeiros sem grandes incêndios no Parque Estadual Encontro das Águas, área considerada um dos principais refúgios da fauna no Pantanal.
A expectativa é que, sem novas queimadas de grande proporção, a vegetação tenha tempo para se regenerar. Com a recuperação da floresta, as copas das árvores podem voltar a formar corredores naturais, fundamentais para a sobrevivência de espécies como o macaco-bugio.
A cena da mãe carregando o filhote, portanto, simboliza ao mesmo tempo fragilidade e resistência da fauna pantaneira diante das mudanças provocadas pelo fogo.
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