Mara: elefanta resgatada de circo encanta ao banhar na lama em santuário

Para a elefanta de 58 anos com histórico de explorações em circo e zoológico, o banho de lama na chuva é sinônimo de liberdade!

Mara, elefanta símbolo de resistência, protagonizou um momento emocionante no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT), nesse sábado (9), ao ser vista tomando banho de lama enquanto uma garoa caía sobre ela.

Natural da Índia, Mara foi resgatada após décadas de exploração em um circo argentino e, posteriormente, viver em um zoológico em Buenos Aires. Hoje, o banho de lama é sinônimo de liberdade! Assista abaixo:

Mara, elefanta resgatada de circo, encanta ao banhar de lama em santuário. – Vídeo: Redes Sociais

O vídeo foi publicado nas redes sociais do Santuário e, na legenda, a associação conta que antes do banho de lama, Mara havia passado por uma avaliação veterinária completa. Então, ela foi correndo para fora do local de atendimento direto para a terra molhada pela garoa.

Conforme a chuva foi aumentando, a elefanta se cobriu completamente de lama, ficando ainda mais suja do que é possível notar no vídeo, como explicou a associação.

“Começou a chover forte, e Mara logo percebeu que a terra estava virando lama rapidamente. No início, a lama estava macia e com alguns torrões, em vez de mais líquida, o que seria melhor para borrifar. Então, em vez disso, ela pegava pequenas porções com a tromba e as jogava em si mesma, com toda a naturalidade”, diz trecho da postagem.

Mara, elefanta de 58 anos resgatada de circo, vive felicidade de banho de lama em Santuário de Chapada dos Guimarães (MT). - Foto: Redes Sociais
Mara, elefanta de 58 anos resgatada de circo, vive felicidade de banho de lama em Santuário de Chapada dos Guimarães (MT). – Foto: Redes Sociais

Mara, de aproximadamente 58 anos, viveu por um tempo com sua fiel amiga Pupy, que também havia sido levada para o Santuário em Chapada. Elas foram separadas por cerca de 10 anos, após dividirem um passado de confinamento e maus-tratos.

Depois, tiveram a chance de se reencontrar na cidade mato-grossense uma nova fase de suas vidas, em liberdade e com dignidade. O momento de felicidade e compartilhamento de liberdade foi breve entre elas, pois Pupy morreu em outubro do ano passado, seis meses após dar entrada no Santuário, aos 35 anos.

Hoje, mesmo com uma lesão crônica no punho e histórico de problemas gastrointestinais, Mara leva uma vida saudável, com acompanhamento veterinário constante e dieta personalizada.

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