Nuvem de borboletas anuncia presença de sucuri e jacaré em rio cristalino
Parece conto de fadas, mas é a real natureza!
Parece aquelas fábulas contadas às crianças na pré-escola, mas é pura magia da real natureza. Norteados pelas borboletas, os fotógrafos Lucas Furtado e Gilson Botelho presenciaram uma cena de tirar o fôlego: o encontro de uma sucuri com um jacaré. O cenário? As águas cristalinas que banham Jardim, cidade colada à Capital do Ecoturismo brasileiro, Bonito.
E quem ouve (ou lê) a história pode pensar que o registro rendeu uma boa briga, mas não. Apesar de se tratar de duas figuras que habitam o topo da cadeia alimentar, o clima era de paz.
Tá, mas onde entram as borboletas nesta história? Foi um grupo dos pequenos insetos de asas alaranjadas que denunciou a presença dos animais ali.
Experientes quando o assunto é natureza, os profissionais viram o amontoado de borboletas voando sobre um ponto perto da margem do rio e resolveram checar.

Foi quando deram de cara com a enorme sucuri repousando tranquilona sobre um tronco de árvore caído na água. A surpresa, porém, não estava completa.
Logo em seguida, ao olhar para o lado, estava o rei das águas: um jacaré desfrutando de um belo banho de sol.

“A gente viu primeiro a sucuri e só depois olhamos para o lado e vimos o jacaré. Ficamos assustados no começo, mas estávamos em uma distância bem segura”, contaram à reportagem.
Sucuri, jacaré e borboleta?
Embora o ser humano goste de trazer poesia aos encontros da vida, há uma explicação mais técnica sobre o ocorrido.

Existe um fenômeno chamado de lacrifagia, que é quando a borboleta “bebe” as lágrimas de répteis, muito comum com jacarés e tartarugas. Isso não ocorre com cobras, mas o inseto também é atraído por duas necessidades vitais: nutrientes e calor.
As borboletas precisam constantemente de sódio e outros minerais essenciais para a sua reprodução, que normalmente extraem de poças de lama ou carcaças através de um comportamento chamado mud-puddling.
Ao pousar em uma sucuri, por exemplo, a borboleta pode recolher secreções orgânicas e sais minerais acumulados da própria água do rio na textura da pele do réptil.
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