O encontro raro de um trabalhador com uma anta albina no meio da lavoura
O albinismo é uma condição genética extremamente rara que resulta na ausência de pigmentação
Já imaginou ver um animal raro em um dia comum de trabalho? Isso foi o que ocorreu em uma fazenda de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Uma anta albina foi vista andando tranquila no meio da plantação de soja e encantou quem atuava na colheita dos grãos.
Os registros foram feitos por Altair Seemann. Ao Primeira Página ele contou que, apesar do costume de compartilhar os animais que encontra na lavoura, não pensava em publicar o vídeo, mas decidiu publicar a gravação após ver uma reportagem sobre uma queixada albina.
Nas imagens, o animal aparece tranquila no meio da plantação, se alimentando dos grãos.
A presença de antas na região, segundo o empresário, é bem comum, mas avistar o animal albino é uma experiência rara. A imagem original foi feita há dois anos.
“Trabalho há cinco anos nessa fazenda e só vi ela duas vezes, e uma delas eu filmei. Não é comum, não”, relata.

Em 2014, o fotógrafo e biólogo Luciano Candisani registrou a primeira imagem de uma anta albina em vida livre e deu o pontapé para pesquisas sobre a espécie. Anos depois, a pesquisadora Mariana Landis, do Instituto Manacá, identificou pelo menos seis antas albinas diferentes na região do país.
O albinismo é uma condição genética extremamente rara que resulta na ausência de pigmentação.
Além da aparência única, esses animais enfrentam desafios significativos: são mais sensíveis à luz solar, têm maior dificuldade de enxergar e ficam mais vulneráveis a predadores.

Jardineiras das florestas
A anta brasileira é o maior mamífero terrestre da América do Sul, podendo atingir 300 kg e 2 metros de comprimento. Ela faz parte de um grupo seleto de quatro espécies espalhadas pelo mundo, sendo brasileira, da montanha, centro-americana e asiática.
Muito mais que um animal imponente, é considerada a “jardineira das florestas”. Sua dieta herbívora é composta por até nove quilos diários de vegetação e frutos. Ao consumir sementes grandes e percorrer longas distâncias, seu trato digestivo as prepara para a germinação, tornando o mamífero o maior reflorestador natural do país.

São animais solitários e marcam seu território com urina para se comunicar. Os encontros entre indivíduos geralmente ocorrem apenas para reprodução.
Apesar de sua importância ecológica, enfrenta sérias ameaças. Desmatamento, expansão urbana, caça ilegal e atropelamentos em rodovias têm reduzido suas populações. Atualmente, a espécie é classificada como “vulnerável” na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
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