O segredo dos “monstrinhos”: Bioparque vira berço de criatura rara que desafia a ciência
Eles nunca envelhecem e conseguem regenerar partes do próprio corpo; nova geração nascida no Bioparque Pantanal desafia cientistas e ajuda a salvar a espécie da extinção.
Eles são as estrelas do Bioparque Pantanal! Com aparência tão exótica quanto seu nome, o Axolote vai ganhar uma nova “ninhada” em breve. Com brânquias externas que parecem uma “coroa”, olhos pequenos e um aspecto dócil, esses anfíbios, originários do México, ganharam o apelido carinhoso de “monstrinhos aquáticos” e viraram verdadeiros fenômenos de popularidade.
Mas, longe de ser apenas uma atração curiosa, o nascimento de novas gerações desses animais nos bastidores do complexo é a peça central de um trabalho científico de grande relevância: os estudos de ontogenia e conservação da biodiversidade, segundo equipe do local.
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No maior circuito de aquários de água doce do mundo, a reprodução dos axolotes faz parte da rotina de pesquisadores que acompanham de perto a ontogenia, área da ciência que estuda como um ser vivo cresce e se desenvolve, desde a fertilização do ovo até a fase adulta.

Ao contrário de outros anfíbios que passam por metamorfose completa para viver na terra, os axolotes apresentam uma condição biológica rara chamada neotenia. Eles atingem a maturidade sexual e se reproduzem sem nunca perder suas características de larva, mantendo as brânquias e a nadadeira caudal por toda a vida.
Além disso, possuem a enorme capacidade de se regenerar, o que os torna grandes aliados dos estudos científicos.
“Cada nova geração nos ajuda a entender melhor essa espécie tão fascinante e fortalece as ações que contribuem para sua preservação”, explica o atrativo ao anunciar a novidade nas redes sociais.
De vítimas do tráfico a símbolos de conservação
Embora façam sucesso nos aquários mundo afora, na natureza os axolotes estão criticamente ameaçados de extinção devido à poluição e destruição de seu habitat original nos lagos do México.

Tanto que as matrizes que hoje se reproduzem no complexo sul-mato-grossense têm uma história de superação: são sobreviventes resgatados do tráfico ilegal de animais exóticos.
Abrigados e bem cuidados, os animais encontraram um refúgio seguro para perpetuar a espécie. O sucesso reprodutivo no local é tamanho que o Bioparque se tornou um banco genético vivo, chegando a transferir indivíduos nascidos no estado para outras instituições de prestígio no país, como o AquaRio, para ajudar a espalhar a conservação.

Como ajudar?
Viu algum axolote sendo vendido? Denuncie!
- PMA – 67 3357-1501
- Imasul – 67 3318-5707
- Ibama – 67 2106-7500
Bioparque
O Bioparque Pantanal fica em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e a entrada é gratuita. Confira o horário de funcionamento:

Terça a sábado
- Manhã: 8h30 às 12h (check-in até às 11h)
- Tarde: 13h30 às 17h30 (check-in até às 16h30)
Feriados
- 8h30 às 14h30 (check-in até às 13h30) – Exceto domingo e segunda-feira, dias em que são realizadas manutenções internas.
Vale ressaltar que a visita ao Bioparque é gratuita, mas requer agendamento pelo site oficial.

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