Onça e memória afetiva: o antes e depois de Makala
No registro antigo, Makala aparece ainda filhote, brincando ao lado da mãe, Patrícia. Já na foto mais recente, feita cerca de dois anos depois.
Um vídeo de poucos segundos e uma foto atual ajudam a contar uma história de crescimento que vai além da imagem. O fotógrafo Ailton Lara celebrou, nesta semana, os dois anos de Makala, jovem onça-pintada que se tornou um dos símbolos do Pantanal mato-grossense.
No registro antigo, Makala aparece ainda filhote, brincando ao lado da mãe, Patrícia. Pequeno, curioso e dependente, ele explorava o ambiente sob a proteção constante da matriarca. Já na foto mais recente, feita cerca de dois anos depois, o cenário é outro: o filhote agora é um macho forte, com porte imponente e olhar atento — sinais claros da transição para a vida adulta.
“É muito especial acompanhar o crescimento e as mudanças nas interações desses animais ao longo do tempo. Porto Jofre é um laboratório a céu aberto. Viva as onças!”, destacou o fotógrafo ao relembrar o início da trajetória do felino.
De filhote a jovem independente
Filho da experiente onça Patrícia, de 13 anos, Makala nasceu no Parque Estadual Encontro das Águas, considerado o maior refúgio de onças-pintadas do mundo. Patrícia é vista como uma verdadeira matriarca da região, acumulando seis ninhadas ao longo da vida.

Ainda jovem, Makala já protagonizou momentos marcantes. Um dos mais emblemáticos foi quando tentou atravessar sozinho o Rio Três Irmãos e acabou se distanciando da mãe. Ao perceber a situação, Patrícia voltou imediatamente para buscá-lo e conduzi-lo em segurança, em uma cena que emocionou turistas e guias.
Outro capítulo importante foi seu reaparecimento meses depois, saudável e em pleno desenvolvimento, registro comemorado por pesquisadores e profissionais que acompanham a fauna pantaneira.
A força do Pantanal
O antes e depois de Makala revela mais do que o crescimento de um animal. Mostra a importância do Pantanal como palco de histórias que conectam natureza, ciência e memória afetiva. Em Porto Jofre, cada avistamento é também um testemunho da continuidade da vida selvagem em seu habitat natural.
Hoje, aos dois anos, Makala alcançou a fase mais desafiadora: a independência definitiva e a caça solitária. Para quem acompanha sua trajetória desde filhote, cada novo registro é a confirmação de que ele segue forte — e cada vez mais protagonista no coração do bioma.
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