Onça-pintada ataca capivara em lago no quintal de pousada em MT; vídeo

Na série 'CSI Pantanal', do Instituto Impacto, é possível ver o ataque da onça Bayou em uma pousada de Mato Grosso; 24 horas depois, pesquisadores descobriram o fim trágico da capivara atacada.

Uma câmera registrou o momento em que a onça-pintada Bayou atacou uma capivara no lago de uma pousada no Pantanal de Mato Grosso. A presa aparentemente conseguiu escapar, mas, mais de 24 horas depois, uma carcaça encontrada na região levou pesquisadores a investigar o verdadeiro desfecho do ataque.

Em um novo episódio da série ‘CSI Pantanal‘, publicado nas redes sociais Instituto Impacto nessa quarta-feira (2), é possível ver o ataque do felino, registrado por câmeras-trap instaladas em frente aos quartos da pousada.

Nas imagens, Bayou aparece segurando a capivara e a cena é interrompida em meio ao ataque. Em gravações seguintes, a onça já havia deixado o local sem a presa, indicando que a capivara teria conseguido escapar. A história, porém, não terminou ali.

CSI Pantanal revela desfecho de ataque de onça à capivara em lago de pousada. – Vídeo: Instituto Impacto

Mais de 24 horas depois de terem visto as imagens, funcionários da pousada informaram à equipe do Instituto sobre uma carcaça de capivara encontrada na região.

O pesquisador Samuel F. Bressan fez parte da equipe de especialistas que foram até o local para avaliar o animal e buscar pistas sobre o que havia acontecido.

Durante a análise, foram identificadas marcas de mordida na região da cabeça, compatíveis com o ataque de onça registrado pelas câmeras.

A avaliação indica que, embora tenha escapado inicialmente, a capivara não sobreviveu às lesões provocadas durante a tentativa de predação.

O caso chamou atenção justamente porque o desfecho não aconteceu diante das câmeras. Foi necessário cruzar as imagens com as evidências encontradas em campo para reconstruir o que ocorreu.

As pistas deixadas pela natureza 🔎

O episódio da série mostra, ainda, como as câmeras-trap podem ajudar pesquisadores a acompanhar comportamentos da fauna mesmo quando uma situação não é registrada por completo.

No caso de Bayou, as imagens revelaram o início do ataque, enquanto a análise da carcaça forneceu uma nova peça para entender o desfecho.

Investigação sobre ataque de onça à capivara em pousada teve desfecho 24 horas depois no Pantanal. - Foto: Instituto Impacto
Investigação sobre ataque de onça à capivara em pousada teve desfecho 24 horas depois no Pantanal. – Foto: Instituto Impacto

Para o Instituto Impacto, o registro documenta uma tentativa de predação que não resultou na morte imediata da presa, mas cujas consequências puderam ser acompanhadas posteriormente.

Conheça a Bayou 🐆

Tímida, discreta e raramente vista por observadores, a onça-pintada Bayou carrega uma conhecida linhagem de felinos monitorados no Pantanal mato-grossense. Filha de Baía e neta de Nina, ela foi apresentada pelo Instituto Impacto em agosto deste ano, na retomada do quadro ‘Onças da Piuval’.

Apelidada de “herdeira silenciosa”, ela tem cerca de três anos e representa a terceira geração de fêmeas residentes na região da Pousada Piuval.

Bayou, filha de Baía e neta de Nina, é monitorada na região da Pousada Piuval, no Pantanal. - Foto: Fábio F. Teixeira/Instituto Impacto
Bayou é monitorada em região de pousada no Pantanal de Mato Grosso. – Foto: Fábio F. Teixeira/Instituto Impacto

Embora dificilmente seja observada pessoalmente, a onça deixa registros frequentes nas câmeras de monitoramento instaladas na região. As imagens mostram Bayou circulando durante a noite e explorando diferentes pontos do território.

Segundo o Instituto, ela costuma passar pelas proximidades da pousada, principalmente para caçar capivaras, assim como outras fêmeas da família.

Câmeras de monitoramento registram Bayou circulando durante a noite nas proximidades da Pousada Piuval. – Vídeo: Instituto Impacto

Identificada por mancha de coração

Uma roseta em formato de coração ajuda os pesquisadores a reconhecer Bayou. As manchas das onças-pintadas formam desenhos únicos e funcionam como uma espécie de “impressão digital”, permitindo a identificação individual dos animais.

Roseta em formato de coração ajuda pesquisadores a identificar a onça-pintada Bayou. - Foto: Instituto Impacto
Roseta em formato de coração ajuda pesquisadores a identificar a onça-pintada Bayou. – Foto: Instituto Impacto

No início de 2026, os pesquisadores tiveram outra surpresa: Bayou foi vista acompanhada por um filhote. O registro, no entanto, não foi apresentado na publicação divulgada na época.

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