Pirarucu fujona curte 1º dia de celebridade no maior aquário de água doce do mundo
Espécie estava em quarentena no Bioparque Pantanal desde o dia 6 de abril
Após estampar os noticiários de todo o Brasil, a Pirarucu que saltou de um carro em movimento finalmente se mudou para a casa definitiva, no Bioparque Pantanal. O caso ganhou destaque no início de abril, quando uma motorista filmou a cena na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande (MS), uma das mais movimentadas da cidade.
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Depois de ficar em quarentena no complexo aquático por pouco mais de dois meses, a Fujona, como foi batizada, foi transferida para o tanque Rio Grandes, responsável por abrigar espécies de grande porte, como pintado, cachara, jaú e arraias.
“Mais do que uma história curiosa que despertou a atenção e o carinho da população, a chegada do animal representa uma importante oportunidade de sensibilização sobre a fauna aquática, a conservação da biodiversidade e a responsabilidade que todos temos na proteção dos ecossistemas”, ressaltou Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do Bioparque.
Além disso, o abrigo ao animal representa um tema ambiental bastante importante, uma vez que espécies exóticas, como o Pirarucu, que são invasoras nos rios do Pantanal, podem causar quando acabam introduzidas em ambientes que não são da sua natureza.
“Por meio da educação ambiental, buscamos conscientizar a população sobre a importância da guarda responsável, do descarte adequado de animais e dos riscos ecológicos associados à introdução de espécies em novos habitats. Transformar uma história que chamou a atenção do público em uma ferramenta de aprendizagem é uma das missões do Bioparque Pantanal”.
Agora, o Bioparque Pantanal conta com dois exemplares de Pirarucu: Fujona e o Beto, que já vive no local há alguns anos.
“O processo de adaptação da pirarucu ocorreu de forma positiva. Durante a quarentena, acompanhamos aspectos relacionados à saúde, alimentação, comportamento e bem-estar do animal, seguindo todos os protocolos adotados pelo Bioparque Pantanal. Ao final desse período, constatamos que ela apresentava condições adequadas para integrar o tanque Grandes Rios. A partir de agora, continuaremos monitorando sua interação com os demais indivíduos do recinto, mas a expectativa é de uma adaptação tranquila. Além do aspecto técnico, a história da ‘Fujona’ possui um importante potencial educativo. É um animal que desperta a curiosidade das pessoas e nos permite abordar temas fundamentais, como conservação da biodiversidade, manejo da fauna e conscientização ambiental”, explica o biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenes Junior.

A fuga da pirarucu
O peixe vivia em um pesqueiro de Campo Grande e ganhou “fama” após saltar de um carro em movimento no cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Rua Doutor Paulo Coelho Machado.
A personal trainer Edria Coletti registrou a situação inusitada, e o flagrante viralizou. A tentativa de “fuga” ocorreu enquanto o peixe estava sendo levado para a Festa do Peixe, na Feira Central.
O empresário Adelmo de Oliveira, dono do pesqueiro onde o pirarucu vivia, lembra da situação curiosa. O peixe rompeu a cobertura improvisada feita no tanque em que era transportado para a festa.
“Foi um motociclista que emparelhou comigo e avisou: ‘seu peixe ficou lá atrás’. (…) Filmaram, e no outro dia todo mundo já sabia o que tinha acontecido, viralizou. O Bioparque nos procurou e achamos melhor doar para eles. Agora o pessoal pode conhecer o peixe fujão”.
Com a repercussão do caso, a administração do Bioparque demonstrou interesse no animal para que ele possa ser usado em atividades educativas, conforme a diretora-geral do atrativo, Maria Fernanda Balestieri.
“O pirarucu é uma espécie invasora nos rios de MS. A ideia é fazer uma parceria com o pesqueiro para que possamos trabalhar o caráter educativo da espécie no Bioparque Pantanal, que tem como um de seus pilares a educação ambiental. Ele será usado em visitas com crianças, por exemplo, nas quais será explicado por que não se deve soltá-lo em biomas como o Pantanal e toda a problemática que ele pode causar”, afirmou Maria Fernanda.
O nome Fujona foi um apelido dado por internautas que acompanharam o caso nas redes sociais. Por isso, o Bioparque decidiu manter a nova identidade da pirarucu.
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