Predadora imponente: maior ave do mundo surpreende ao raptar macaco
Difícil de ser vista, a harpia pode ultrapassar os 2 metros de envergadura e costuma viver em locais altos
Considerada topo de cadeia e a maior do mundo, uma harpia foi flagrada capturando um macaco, na região do Pantanal, em Corumbá.

De postura imponente, a espécie pode ser encontrada em todo país, mas, nos últimos anos, tem sido menos vista em diversas regiões, devido ser alvo de caça dos seres-humanos. Por conta disso, é considerada uma ave com risco de extinção.
Ao Primeira Página, o biólogo Gabriel Oliveira de Freitas contou que a descoberta de um casal de harpias aconteceu por um acaso, através de uma amiga dele.
“Ela me mandou uma foto e disse: olha só esses gaviões! Ela nem imaginava que estava de frente com a maior ave do mundo e que é muito difícil de ser encontrada”, relatou.
A partir daí, ele e outros especialistas passaram a acompanhar a espécie, mas até o momento não conseguiram localizar o ninho onde vivem.
Diferente da harpia, Gabriel teve a sorte de localizar o ninho de um casal de gaviões-de-penacho, também consideradas de grande porte. A espécie montou ninho em uma árvore próxima do perímetro urbano de Corumbá.
Em janeiro deste ano, a fêmea passou a ficar mais tempo no local, indicando que poderia estar prestes a reproduzir. Porém, um mês depois, o ninho acabou caindo, devido ter sido construído em uma árvore com galhos finos e frágeis.
“Elas são altamente florestais e a visualização é bastante difícil. No mês passado, a fêmea foi flagrada carregando alguns galhos e, logo depois, encontramos um novo ninho deles na mesma região”, contou.

Alimentação e reprodução
Por ser de grande porte, essas aves costumam se alimentar de pequenos mamíferos, mas que não são tão leves assim, como macacos, tatus, tamanduá-mirim e quatis, por exemplo. Em um dos registros, Gabriel conseguiu flagrar uma das harpias carregando um macaco, que serviria de alimentação do casal.
A harpia possui longo tempo de vida e baixa taxa reprodutiva. O tempo geracional da espécie é estimado em 18,5 anos. Segundo especialistas, o ninho do gavião-real, como também são chamados, é considerado grande e, geralmente, é encontrado em árvores altas.
A espécie não se reproduz todos os anos, pois necessita de mais de um ano para completar o período reprodutivo. Costuma pôr dois ovos, mas é comum desenvolver apenas um filhote.

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